O ex-meia Geovani Silva faleceu na madrugada desta segunda-feira, após sofrer uma parada cardiorespiratória. A história do jogador com o Vasco da Gama começou cedo e se transformou em uma das mais marcantes do clube nas décadas de 1980 e 1990. Revelado ainda adolescente, o meia rapidamente assumiu protagonismo no time carioca, conquistou cinco títulos estaduais, disputou 408 partidas, marcou 50 gols e eternizou o apelido de “Pequeno Príncipe da Colina”, tornando-se um dos maiores ídolos cruz-maltinos.
Aos 18 anos, fez sua estreia pelo time profissional do Vasco em 1982 e rapidamente conquistou espaço no elenco. Com visão de jogo apurada, precisão nos passes e habilidade com a perna esquerda, Geovani se tornou o cérebro da equipe que viria a conquistar o título do Campeonato Carioca daquele ano. O desempenho chamou a atenção da crítica e consolidou o jogador como uma das grandes promessas do futebol brasileiro.
Durante os anos seguintes, seguiu como peça-chave do time vascaíno. Em 1987 e 1988, foi novamente campeão estadual, comandando o meio-campo ao lado de ídolos como Romário e Mazinho. A combinação de talento e liderança em campo fez com que Geovani recebesse o apelido de “Pequeno Príncipe da Colina”, dado pela torcida em alusão à sua postura nobre e técnica refinada.
Em 1989, após sete anos defendendo o Vasco, Geovani deixou o clube para atuar no futebol europeu, sendo negociado com o Bologna, da Itália. Sua ausência, no entanto, seria temporária.
Três anos depois, em 1992, o meia retornou a São Januário para uma segunda passagem pelo clube. Mesmo sem o mesmo brilho da fase anterior, voltou a levantar a taça do Campeonato Carioca, encerrando sua história com mais um título e reforçando sua condição de ídolo cruz-maltino.
Ao todo, Geovani vestiu a camisa do Vasco em 408 partidas e marcou 50 gols, números expressivos que o colocam entre os grandes nomes da história vascaína.