Familiares, amigos, ex-jogadores e torcedores se reuniram na manhã desta terça-feira, em Vila Velha, para o último adeus a Geovani Silva, um dos maiores nomes da história do futebol capixaba. Ídolo do Vasco da Gama, da Desportiva Ferroviária e ex-jogador da Seleção Brasileira, o “Pequeno Príncipe da Colina” foi velado na Igreja Maranata da Praia da Costa, em uma despedida marcada por emoção, homenagens e reconhecimento ao legado do ex-meia. Geovani faleceu na madrugada de segunda-feira, após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
O velório teve início pela manhã e contou com um culto reservado à família, amigos próximos e admiradores do ex-jogador. No local, estiveram presentes ex-companheiros dos tempos de Vasco, como Acácio e Válber, além de dirigentes, representantes do futebol capixaba e torcedores que fizeram questão de prestar as últimas homenagens ao ex-atleta. Em meio a lágrimas, abraços e lembranças, Geovani foi lembrado não apenas pelos feitos dentro de campo, mas também pela simplicidade e força demonstradas fora dele.
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A despedida também reuniu torcedores que carregavam histórias pessoais com o ídolo vascaíno. O agente funerário Rickson de Souza, torcedor do Vasco e responsável por atuar na preparação do velório, falou sobre a emoção de participar do momento e relembrou a relação construída com Geovani.
“O Brasil está de luto. Geovani foi um dos maiores jogadores da história e tive o privilégio de conhecê-lo. Cresci vendo os gols dele e hoje tive a honra de cuidar dos detalhes dessa despedida”, disse Rickson, que usava uma camisa presenteada pelo próprio ex-jogador.
Companheiro de Geovani nos tempos de Vasco, o ex-goleiro Acácio também participou do velório e relembrou a amizade construída desde os anos 1980, quando os dois chegaram ao clube carioca e conquistaram títulos estaduais juntos.
“Perder Geovani é perder mais do que um amigo, era um irmão. Vivemos muitos anos juntos no Vasco, fomos campeões e mantivemos contato até recentemente. O mais bonito é ver que ele recebeu esse reconhecimento ainda em vida, porque era muito querido”, destacou.
Representando o Vasco da Gama na cerimônia, o segundo vice-presidente geral do clube, Renato Brito Neto, ressaltou a importância do ex-meia para a história cruz-maltina e para a conexão entre o Espírito Santo e a torcida vascaína.
“Geovani representa a ligação histórica entre o Espírito Santo e o Vasco. O clube tinha o dever de estar aqui e retribuir tudo o que ele representou como ídolo, exemplo e ser humano”, afirmou.
Também presente, Gabriel Serafim, integrante do grupo responsável pelas negociações da SAF da Desportiva Ferroviária, lembrou a influência de Geovani junto ao clube grená e a postura resiliente do ex-atleta diante dos problemas de saúde enfrentados nos últimos anos.
“Geovani era a chama viva da Desportiva e uma referência para todos nós. Mesmo enfrentando problemas de saúde, sempre demonstrou amor pela vida, fé e força para lutar. Foi um exemplo do início ao fim”, disse.
No fim da manhã, o corpo de Geovani deixou a Igreja Maranata em um caminhão do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, seguindo em cortejo até o Cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, também em Vila Velha. O caixão permaneceu na capela do local para as despedidas finais de familiares e amigos antes do sepultamento, realizado às 16h, encerrando um dia de homenagens a um dos maiores ídolos da história do futebol capixaba.