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Brasil

Foi há muito tempo...

A política do compadrio, dos negócios escusos para se manter no poder, tem desgraçado com a nação. O sujeito vai para um cargo público para barganhar

Publicado em 05 de Fevereiro de 2018 às 20:50

Públicado em 

05 fev 2018 às 20:50

Colunista

Houve um tempo em que o Brasil teve excelentes homens públicos - principalmente o Espírito Santo -, que se notabilizaram, por exemplo, nos campos da Educação, da Saúde, da Agricultura e da Política Fazendária.
Na Educação, tivemos o professor Darcy Werther Vervloet, um dos mais seguros e estudiosos nesse meio, que sob a tutela do governador Christiano Dias Lopes Filho, outro educador, realizou um trabalho sem igual. Educação de verdade.
Na Saúde, tivemos o gênio Hamilton Machado de Carvalho, um sanitarista de primeira linha que montou o sistema mais avançado de imunologia da sociedade. Jamais tivemos um homem tão organizado e dedicado à saúde da população.
No campo do Desenvolvimento Agrário, tivemos a oportunidade de ter o sujeito mais avançado em agricultura do Brasil: Guilherme Pimentel. Se o Brasil fosse um país sério e o governo tivesse realmente boas intenções nessa área, o Estado do Espírito Santo seria muito semelhante a alguns países europeus, como Suíça, por exemplo. Uma das maiores perdas da agricultura brasileira foi não usufruir ao máximo da capacidade de planejamento de Guilherme Pimentel. Coisas da vida.
Na história do Espírito Santo, até ontem, dois nomes se destacaram no campo da Política Tributária e Fiscal: Armando Duarte Rabello e José Teófilo Oliveira. Estudiosos em arrecadação de impostos, de uma política tributária e fiscal consciente em busca do desenvolvimento do Estado e do país, esses homens quase raros marcaram presença com honradez e brilho na condução dos negócios fazendários.
Acho que só as pessoas com notável saber deveriam ocupar cargos públicos, terem direito a concorrer a essas funções. Num país com 72% de sua população composta por analfabetos funcionais, não podemos caminhar com segurança para o futuro.
A política do compadrio, dos negócios escusos para se manter no poder, tem desgraçado com a nação. Hoje, o sujeito vai para um cargo público imaginando ser candidato a alguma coisa e fazer indecentes barganhas para continuar no poder. Devia ser proibido, nos chamados cargos executivos, o sujeito ficar com tramóias para ser candidato a algum outro cargo público. O fato, lastimável, é que não se fabricam mais homens como esses supracitados.

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