O filho de Renato Casagrande (PSB), Victor Casagrande, será o chefe de gabinete de representação em Vitória de Felipe Rigoni, deputado federal eleito pelo PSB. Rigoni confirma a informação e conta que ele e Victor são melhores amigos desde 2013. Em comum, os dois têm história de engajamento no movimento de empresas juniores. Foi assim que se aproximaram. Em 2015, os dois foram dirigentes da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior).
No ano seguinte, Rigoni foi candidato a vereador de Linhares, pelo PSDB, sem sucesso. Em março deste ano, filiou-se ao PSB, por causa de sua relação construída com Casagrande (o pai), a quem foi apresentado pelo filho. Candidato a deputado federal, dessa vez teve muito melhor sorte, o que atribui em grande parte ao trabalho de Victor em sua campanha. “Ele teve papel decisivo”, assegura.
O filho de Casagrande foi o coordenador de voluntários na campanha de Rigoni – uma das chaves de seu êxito. Com uma estratégia no estilo “pirâmide” via redes sociais, Victor arregimentou um exército que chegou a 2,2 mil voluntários – partindo de 50 conhecidos incumbidos de uma missão: mandar o convite de adesão a mais X pessoas. “Depois, na reta final, o Victor organizou o trabalho deles nas ruas, pedindo votos.”
Somando os gabinetes que poderá manter na Câmara e no Estado, Rigoni pretende contratar 11 assessores, contando Victor, sendo 6 aqui e 5 em Brasília. Isso inclui dois motoristas que também lhe servirão como guias (um aqui, outro lá), já que Rigoni é deficiente visual.
Alarga essa pista
Recentemente, listamos alguns possíveis pré-candidatos a prefeito de Vitória em 2020 que fazem parte da aliança estadual entre o PPS e o PSB. Entre eles, Gandini (PPS), Sérgio de Sá (PSB), Majeski (PSB) e Nathan Medeiros (PSB). O vereador Clebinho (PP), futuro presidente da Câmara, entra em contato com a coluna para avisar: também está nessa corrida.
Alarga essa pista 2
“Tenho muita vontade de colocar o meu nome para prefeito em 2020. Teremos candidato”, diz Clebinho, sobre o PP.
Alarga essa pista 3
Correndo em outra raia, o ex-presidente do PSDB de Vitória Wesley Goggi é outro que se apresenta como pré-candidato a prefeito de Vitória.
Divisão no colnaguismo
Antes haverá a eleição da nova direção do PSDB de Vitória. Três assessores de Colnago são pré-candidatos: Goggi (recente), Ruy Gonçalves e Eraldo Leal (históricos).
Desfalques na equipe
Antes de pensar em sucessor para 2020, o prefeito Luciano Rezende (PPS) tem um problema imediato a resolver: repor as várias baixas de secretários que Casagrande lhe tem roubado: Lenise, Nara Borgo e Davi Diniz, até agora.
Novo guardião do cofre
Diniz (PPS), por exemplo, é secretário da Fazenda de Vitória, mas se tornará secretário-chefe da Casa Civil no governo Casagrande. No lugar dele, quem deve assumir a Fazenda é o subsecretário de Contabilidade de Vitória, Ericsson Marcel Salazar Pinto, subordinado a Diniz.
Problema bom
Luciano não está nem um pouco preocupado com a perda de “material humano”, relatam auxiliares do prefeito. Sua aposta é que eventual sucesso do governo Casagrande só trará benefícios à Vitória e à sua administração, tirando-a do isolamento político.
Vinícius Simões
Na seção “reposições”, o atual presidente da Câmara, Vinícius Simões (PPS), pode ser puxado para a equipe de Luciano. O problema é que as eleições impuseram outra “baixa” ao prefeito: como vereador, Gandini é seu articulador na Câmara, mas irá para a Assembleia. Ademais, nos próximos dois anos, o PPS não estará mais na presidência da Casa, conquistada por Clebinho. Instabilidade à vista? Talvez. Por isso, Luciano pode preferir não se arriscar e manter Simões na Câmara, como homem de confiança.
Jovem guarda do PSB
Na coluna de ontem citamos alguns membros da “jovem guarda” do PSB. Faltaram Edmar Camata, Victor Coelho e Gedson Merísio.
Cena Política
Na coletiva de imprensa em que anunciou três secretários de Estado e o novo chefe do DER-ES, na última quarta-feira, Casagrande fugiu do script e adiantou aos jornalistas presentes que, na manhã seguinte, faria novos anúncios – para desespero de sua futura secretária de Comunicação, Flávia Mignoni, que observava tudo de perto e foi pega desprevenida. Rindo de si mesmo e da situação, Casagrande se perdoou: “Agora já foi...”
Na sequência, uma jornalista perguntou ao governador eleito as pastas cujos ocupantes seriam anunciados. Ele ficou vermelho e respondeu: “Amanhã nós vamos... acabar de resolver agora à noite”. Riso geral, inclusive dele mesmo. Outro repórter foi ágil: “A Flávia respirou fundo”. Já Casagrande foi sincerão: “Tá vendo? Já fiquei vermelho. Quando eu conto mentira, começo a ficar vermelho...”