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Opinião da Gazeta

Famílias que esperam por suas casas não podem ver sonho submerso

Justiça deve ser exemplar na identificação e punição dos responsáveis pela construção de 1.517 casas do Programa Minha Casa Minha Vida em área de enchente, em Linhares

Publicado em 17 de Julho de 2018 às 12:08

Públicado em 

17 jul 2018 às 12:08

Colunista

Obras paradas do programa Minha Casa Minha Vida, nos condomínios Rio Doce e Mata do Cacau, em Linhares Crédito: Fernando Madeira
O desperdício de verba pública, infelizmente, é uma constante no Brasil. Mas, em meio aos absurdos, alguns casos são motivo de especial indignação. A construção de 1.517 casas do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) em área de enchente, em Linhares, é um dos exemplos desse Brasil sombrio, em que a má gestão e a irresponsabilidade causam enormes prejuízos à população, sobretudo a de baixa renda.
Quase oito anos depois de iniciadas as obras, os empreendimentos Rio Doce e Mata do Cacau estão vazios, aguardando a instalação de um sistema de bombeamento que, espera-se, deve impedir novos alagamentos no local. Em 2013, as unidades ficaram praticamente submersas. O drama de beneficiários como a manicure Keila Nunes Arruda – que não pôde realizar o sonho de ver as filhas gêmeas darem os primeiros passos no novo lar – estarrece: são mais de 36 mil unidades do PMCMV paralisadas no país, que registra um déficit habitacional de seis milhões de moradias.
Diante da inépcia com que foi feita a obra em Linhares e da magnitude de recursos desperdiçados, o Ministério Público Federal investiga de quem seria a responsabilidade pelas falhas. “Não estamos convencidos de que esses alagamentos eram imprevisíveis“, disse o procurador da República em Linhares Paulo Trazzi a este jornal. A novela gerou ainda uma Ação Civil Pública, apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo.
É triste constatar que, caso as obras tivessem sido entregues na data prevista inicialmente, em 2012, a tragédia seria ainda maior. Hoje lidam com a espera angustiante, mas poderiam ter perdido todos os seus bens em uma das enchentes que atingiram os empreendimentos. Mesmo em cenário tão flagrantemente absurdo, Caixa e empreiteiras, em um jogo de empurra, eximem-se da culpa pelo malfadado projeto. Por isso a Justiça deve ser exemplar na identificação e punição dos responsáveis. As famílias que esperam por suas casas, por dignidade, não podem ver seus sonhos submersos.

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