Promovido ao elenco principal do Santos em julho de 2025, aos 17 anos, Robinho Jr amarga baixíssima minutagem entre os profissionais e vive a esperança de ser emprestado ao futebol europeu ainda longe de dar os retornos técnicos e financeiros imaginados no início dessa trajetória.
O jovem, que tem aval do Peixe para uma transferência internacional, atrai o interesse de Rayo Vallecano e Sevilla, da Espanha, além do Genoa, da Itália, que o querem por um ano.
A subida de Robinho Jr. ao time de cima ocorreu no início de julho do ano passado. À época em seu primeiro ano de sub-20, o garoto ainda atravessava o processo natural de formação e alternava a titularidade na equipe de base, então comandada por Maurício Copertino.
Habilidoso, o jovem chamou a atenção do técnico Cléber Xavier durante um compromisso da categoria. Com vasta experiência na lapidação de promessas, o treinador solicitou a integração de Robinho Jr. aos treinos do profissional ao lado de outros garotos como João Ananias, Mateus Xavier e Luca Meireles.
A ideia era acelerar o desenvolvimento no cotidiano do time principal. Em meio ao processo, havia também a intenção de devolver os jovens ao sub-20 quando não fossem aproveitados.
A estreia profissional de Robinho Jr. aconteceu em 10 de julho de 2025, em um amistoso contra a Desportiva Ferroviária, no Espírito Santo. Logo na sequência, entrou no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, realizando o sonho de atuar ao lado de Neymar.
Ainda naquele mês de julho, o Santos acelerou algumas etapas: renovou o contrato do garoto com valorização salarial e entregou a ele a camisa 7, utilizada no clube por seu pai, Robinho, preso desde março de 2024 após ser condenado por estupro na Itália.
O planejamento, contudo, foi frustrado e começou a ruir no mês seguinte com a demissão de Cléber Xavier. A partir dali, a diretriz do processo de formação foi abandonada.
Desde a promoção, Robinho Jr. retornou ao sub-20 para disputar apenas uma partida e, com o Peixe afundado na luta contra o rebaixamento no Brasileirão do ano passado, acabou utilizado pelo técnico Juan Pablo Vojvoda em 12 dos 18 jogos restantes da competição.
Nos bastidores alvinegros, há a consciência de que não havia condições nem tempo hábil para lapidar o garoto justamente diante do sufoco do fantasma do rebaixamento. A urgência era pontuar a qualquer custo.
Em 2026, os números do atacante são tímidos: apenas 12 partidas oficiais disputadas, nenhuma como titular, somando somente 187 minutos em campo. Em maio, aliás, o jovem virou notícia ao se envolver em um desentendimento com Neymar durante um treino no CT Rei Pelé.
A empolgação da torcida esfriou, e o nome do jovem deixou de ser pedido nas arquibancadas. O único instante de respiro na temporada ocorreu durante a pausa para a Copa do Mundo, quando marcou, de pênalti, seu primeiro e único gol como profissional na vitória por 3 a 0 sobre o União São João, em amistoso. Desde então, porém, pisou no gramado apenas uma vez, atuando por 13 minutos contra a Universidad Central da Venezuela (UCV) há pouco menos de um mês.
Sem um plano de desenvolvimento adequado e sem a precocidade apresentada, por exemplo, pelo pai no início no início da carreira, Robinho Jr. agora está no mercado. Sem muita alternativa, a diretoria santista já autorizou a liberação por empréstimo com opção de compra para a Europa ciente de que não receberá ofertas significativas caso tente negociá-lo de maneira definitiva neste momento.
Além disso, existe a consciência no clube de que há risco de ver o garoto atingir a maturação profissional, no seu tempo e com um trabalho bem feito, vestindo outra camisa.