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Mais diversidade

Hamilton vê futuro brilhante e diversificado para F1 em transformação

O piloto heptcampeão mundial de Fórmula 1, defendeu ações reais para causar mudanças na categoria e criticou o racismo ainda presente no esporte

Publicado em 19 de Novembro de 2020 às 17:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 nov 2020 às 17:09
Lewis Hamilton ganhou um capacete de Michael Shumacher, das mãos do próprio filho do piloto, Mick Shumacher Mick Shumacher
Lewis Hamilton ganhou um capacete de Michael Shumacher, das mãos do próprio filho do piloto, Mick Shumacher Mick Shumacher Crédito: F1/Divulgação
O heptacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton disse acreditar que seu esporte terá um futuro brilhante e mais diversificado, mas não tirará o pé do acelerador na busca por mudanças. O piloto da Mercedes, o primeiro negro e campeão da F1, disse à Reuters Television em uma entrevista que também torce por mais sucessos com uma equipe que dominou a modalidade nos últimos sete anos.
O britânico é o piloto mais bem-sucedido da F1, tendo igualado os sete títulos recordes de Michael Schumacher, lenda da Ferrari, e superado a marca de vitórias do alemão com as 94 que acumulou.
"Neste ano houve um despertar", disse o esportista de 35 anos, que selou seu sétimo título e sexto com a Mercedes ao vencer na Turquia no final de semana passado.
"Ele já provocou uma mudança, mas é muito importante que não seja só simbolismo, é importante que não sejam só palavras... que pratiquemos ações reais para causar mudanças, para tornar este esporte mais diversificado."
Hamilton, que estreou na F1 em 2007, lembrou de como olhou os boxes do Grande Prêmio da Austrália no início do ano passado e publicou imagens no Instagram para mostrar a falta de diversidade chocante que viu.
"E aí cheguei ao final do ano e vi as fotos de todas as equipes... e havia três ou quatro pessoas de cor naquele contexto e lembro de pensar 'como é que isso não mudou nada desde que estou aqui?'"
Hamilton não citou nomes, mas neste ano criticou duramente o ex-chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone, hoje com 90 anos, por insinuar que o esporte não tem um problema com o racismo.

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