Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Esportes
  • Futebol
  • Zizinho, 100: 'Foi o jogador mais completo que Pelé, eu e minha geração assistimos', diz João Máximo
futebol

Zizinho, 100: 'Foi o jogador mais completo que Pelé, eu e minha geração assistimos', diz João Máximo

Ao LANCE!, jornalista e escritor resgata suas memórias de torcedor e conversas com o meia, que nasceu há 100 anos e deixou histórias na Seleção, Flamengo, Bangu e São Paulo...

Publicado em 14 de Setembro de 2021 às 09:25

LanceNet

Publicado em 

14 set 2021 às 09:25
Crédito: Reprodução/Jornal
- Pelé disse e Dondinho (pai do "Rei do Futebol") também dizia o quanto a técnica do Zizinho foi importante para fazer com que o "Rei" começasse a batalhar para buscar também seus dribles, mostrar sua genialidade - completou.
Autor de livros como "Maracanã: Meio Século de Paixão", e "Brasil, Um Século de Futebol: Arte e Magia", João Máximo recordou os primeiros momentos nos quais o "Mestre Ziza" entrou em campo na sua memória afetiva.
- Ah, certamente, se tivessem acontecido Mundiais em 1942 e 1946 (anos nos quais a competição foi cancelada em virtude dos efeitos da Segunda Guerra Mundial), certamente ele estaria na Seleção. Na época, Zizinho era titular do Brasil nas várias edições dos Sul-Americanos que foram realizados - afirmou.
Mesmo com as grandes lembranças deixadas no decorrer da Copa do Mundo de 1950, a cicatriz da derrota por 2 a 1 para o Uruguai no jogo decisivo continuou a fazer parte da rotina do meia. Sobre o assunto, o craque era sereno.
- Falava como um observador, com distanciamento sobre a Copa de 1950. Concordava que o fato da concentração ter mudado para São Januário tumultuou muito a situação entre os jogadores. Políticos visitaram a Seleção, era ano eleitoral e todos queriam um espaço com os atletas, tornou-se um clima muito festivo antes de uma decisão - e em seguida, revelou uma opinião do "Mestre Ziza":
- Zizinho achava que os uruguaios tinham um futebol equivalente à equipe brasileira, mas o esquema de jogo deles era mais cuidadoso, calculado. Tanto que ele, Ademir de Menezes, Friaça e Jair Rosa Pinto eram fulminantes no ataque, mas a defesa uruguaia "anulou" as jogavas porque os zagueiros marcavam por zona, enquanto o Brasil jogava no WM, era tudo muito esquemático - complementou.
O jornalista credita também o "Maracanazo" a uma certa sorte do Uruguai.
- O Bangu era um clube de subúrbio, investiu muito nele, que acabou sendo muito marcante para o time, se tornando um dos grandes artilheiros da história. Lembro muito de Torneio Início que ele ganhou pelo Bangu, jogos nos quais ele dava baile nos adversários, do Maracanã gritando o nome dele - disse.
Porém, o jornalista não esconde que foi uma frustração ver a forma como Zizinho deixou de ser requisitado na Seleção.
- Ele sofreu muita injustiça pelo jeito de ser. Era um jogador que tinha franqueza ao se manifestar quando achava que havia algo errado. Zizinho não tinha ido ao Pan-Americano de 1952, quando o Brasil foi campeão, mas soube por outros colegas que o "bicho" era menor na disputa do Campeonato Sul-Americano de 1953. A situação ficou ainda pior pois ele jogou no sacrifício durante a campanha - e detalhou:
- Ele chegou durante a competição e aquele timaço montado pelo Béla Guttman não perdeu mais depois da sua entrada. O campeonato era muito equilibrado, ainda trazia, curiosamente no Santos, o jovem Pelé como artilheiro da competição. Depois de muita disputa, a chegada do Zizinho fez a diferença para o Tricolor paulista - recordou o jornalista.'Ele era muito crítico em relação a treinadores', disse João Máximo (Reprodução / TV Brasil)João Máximo contou outros detalhes que ajudam a traçar a autenticidade do "Mestre Ziza".
- Ele era muito crítico em relação a treinadores. Lembro que a própria opinião sobre a Copa de 1950 me surpreendeu, pois para mim, como torcedor, ficou sempre aquela imagem de injustiça do futebol a perda do título - declarou.
Aos seus olhos, Zizinho chamava atenção por ser um bom observador.
- Ele não chegou a ter uma sequência com tanta sorte como técnico, mas gostava muito de tática. Usava demais a seleção do Uruguai no modelo de jogo. Era bem forte isso - disse.
Autor de livros ligados à música, como "Noel Rosa: Uma Biografia", "Paulinho da Viola: Sambista e Chorão" e "Sinfonia do Rio de Janeiro: 60 anos de História Musical da Cidade", o escritor contou outra vertente do craque.
- Gostava de samba, era muito ligado à música popular, gostava de nomes da época, como Wilson Baptista, Ataulfo Alves... - contou.
O jornalista e escritor enfatizou as lembranças deste um múltiplo meia centenário.
- Deixa a imagem do jogador que corria, era raçudo, tinha suas manhas. Eu tive a honra de acompanhar a trajetória deste grande craque que foi o Zizinho - disse.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Jogos das Atléticas começam neste sábado com mais de 1,3 mil universitários no ES
Imagem de destaque
Fuga após roubo termina em acidente em Colina de Laranjeiras
Imagem de destaque
Oposição israelense acusa Netanyahu de tentar 'deslegitimar' as eleições com acusações de interferência estrangeira

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.