O Vasco chegou à quinta rodada da Série B pressionado, com Marcelo Cabo sendo questionado pela torcida. Com isso, o comandante resolveu fazer sete trocas e mudar o esquema, aspectos que trouxeram a primeira vitória em casa, sobre o CRB por 3 a 0. Mais que isso, a defesa esteve menos exposta e houve uma mudança de postura da equipe, porém ainda é necessário evoluir na construção das jogadas e encontrar o equilíbrio entre os setores.
> Confira e simula a tabela da Série B do Campeonato Brasileiro Dos atletas que atuaram entre os titulares na quarta, apenas Zeca, Marquinhos Gabriel e Cano permaneceram entre os 11 (Vanderlei testou positivo para Covid-19). Dentro de campo, o time foi um pouco mais coeso, apesar de ter tido muitos erros técnicos no primeiro tempo. A criação ainda é um problema que o time deve enfrentar nesta Série B. A melhor chance antes do primeiro gol surgiu de um erro individual do zagueiro Frazan, que perdeu a bola para Cano.
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Na formação, Cabo reforçou o meio de campo (em losango, mas com variações durante o jogo) e a zaga ficou menos exposta. O jovem MT atuou na meia esquerda, mas com mobilidade, transitava bem ao lado de Marquinhos Gabriel, recompondo com qualidade. Na direita, Morato brigou bastante, e fez um bom jogo taticamente. Contudo, o time precisa produzir mais para furar os bloqueios de adversários mais fechados.
Não foi o caso do CRB, que abusou dos erros individuais em sua defesa, e no fim do primeiro tempo deixou Cano livre. Depois da rebatida de Marquinhos Gabriel, o argentino teve tranquilidade para cabecear no canto de um velho conhecido da torcida vascaína: Diogo Silva. Foi o 10ª gol do atacante na temporada, o segundo na Série B.
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A vitória alivia a pressão e dá um pouco mais de tranquilidade para o Cruz-Maltino. Com as entradas de Leandro Castan, MT e Bruno Gomes, a defesa não ficou desguarnecida, e a marcação foi no segundo terço. É necessário encontrar o equilíbrio entre os setores, ser mais organizado coletivamente e consistente no rendimento. O time precisa ser mais compacto para dar sintonia para triangulações e jogadas em profundidade.
Cabo testou Riquelme na esquerda, e o jovem correspondeu. Apesar de ser conhecido na base por sua habilidade no apoio, o lateral ficou mais no setor defensivo e não deu espaço. O treinador precisa encontrar esse equilíbrio e profundidade para a subida dos laterais, que podem ser armas na construção das jogadas. Contudo, precisam saber a hora de apoiar, e alternar, não deixando o setor exposto como aconteceu nas quatro primeiras rodadas.Léo Jabá marcou seu primeiro gol pelo Vasco (Rafael Ribeiro/Vasco)