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Pós-clássico

Técnico do Vitória não sente "gosto amargo" com empate da Desportiva

Alvianil vencia o confronto até os 45 minutos do segundo tempo, quando Matheus Bidick deixou tudo igual para os grenás

Publicado em 07 de Fevereiro de 2019 às 17:59

Publicado em 

07 fev 2019 às 17:59
O Engenheiro Araripe recebeu um clássico emocionante entre Desportiva Ferroviária e Vitória na noite desta quarta-feira. As duas equipes se enfrentaram pela segunda rodada do Campeonato Capixaba 2019 e empataram em 1 a 1. O Alvianil vencia o confronto até os 45 minutos do segundo tempo, quando Matheus Bidick deixou tudo igual para a Locomotiva Grená.
Desportiva e Vitória empataram em 1 a 1 Crédito: Wagner Chaló/Vitória
Pela forma como o empate foi conquistado, o resultado poderia ser lamentado pelo lado do Vitória-ES. Porém, segundo o treinador Cláudio Roberto Silveira, não há do que se lamentar. O comandante alvianil, inclusive, acredita que essa partida serve de lição para o clube no restante da competição.
- (O empate) não tem gosto amargo, porque a Desportiva jogou a sua maneira, com transição rápida, com jogadores rápidos, e nós tentamos bloquear isso. Conseguimos sair na frente, mas nós tivemos dificuldades de controlar o jogo e encontrar os espaços. Em alguns momentos até encontramos, mas a gente pecou muito na hora de decidir se finaliza, se dava assistência. Pra nossa maturidade esse jogo vai valer muito, porque com certeza vai nos transformar em uma equipe mais forte para a sequência.
O Vitória iniciou o clássico com três zagueiros. Mas sem conseguir agredir a Desportiva, na segunda etapa, Igor Pimentel deixou de ser um terceiro zagueiro e passou a atuar como primeiro volante. De acordo com o treinador do Alviani, a mudança tática no segundo tempo surtiu efeito.
- Quando o Igor avança e se torna um volante que organiza e constrói de trás pra frente, eu consigo empurrar o Rodrigo César e o Thiago para o “entrelinhas” da Desportiva, que eles faziam duas linhas de quatro pra marcar. A partir disso nós crescemos no jogo, mas, às vezes, o um a zero não é o suficiente. Tivemos chances de fazer o dois a zero, e mais uma vez eu digo, penso que hoje nós empatamos muito mais por erros nos contra-ataques, de fazer os gols, de dar as assistências.
Seriedade e respeito
Sem tempo para lamentar o empate nos minutos finais do jogo, o Vitória já volta a campo neste sábado (09), quando enfrenta o Tupy. E o adversário vem desesperado para somar os seus primeiros pontos na competição, visto que o Índio Guerreiro perdeu os seus dois jogos.
Apesar do fraco início de Estadual, Cláudio Roberto vê no Tupy um adversário muito difícil. O treinador alvianil acredita que o fator “Salvador Costa” é um forte aliado da sua equipe.
- Não tem jogo fácil, os jogadores sabem disso. O Tupy sempre fez bons jogos, e às vezes você não consegue manter o que fez no primeiro tempo, é muito difícil. A gente sabe das dificuldades que o Tupy passa, mas não será o jogo fácil, o Rodrigo (Almeida) sabe armar as suas equipes pra contra-atacar, pra se fechar bem e sair. Mas em casa a gente se sente bem, temos confiança, iniciamos a competição bem, em casa.
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