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Pelé, 80 anos em 80 dias: Pepe diz o que faz de Pelé o Rei do Futebol

Ao LANCE!, o 'Canhão da Vila' ainda citou a dificuldade de seguir o raciocínio do 'Atleta do Século' em campo: 'Ele fazia coisas diferentes e você tinha que acompanhar'...

Publicado em 25 de Outubro de 2020 às 08:05

LanceNet

Publicado em 

25 out 2020 às 08:05
Crédito: Acervo Pelé/Divulgação
José Macia Pepe se denomina o maior artilheiro humano da história do Santos, isso porque na sua frente só está um “tal” de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, considerado como extraterrestre pelo companheiro. Feliz foi o futebol e o Alvinegro Praiano, que não só foi privilegiado em tê-los em campo, como viu Pelé e Pepe atuando juntos durante 13 anos ininterruptos.
Em homenagem aos 80 anos do “Rei da Bola”, como o “Canhão da Vila” chama o seu eterno companheiro de ataque, Pepe, em conversa exclusiva com o LANCE!, explicou o motivo no qual considera Pelé o maior jogador de história. O Rei do Futebol completou 80 anos no último dia 23 e o L!, em homenagem, preparou a série "Pelé, 80 anos em 80 dias", com tributos desde a sexta-feira.
– No futebol atual é humanamente impossível fazer os estragos que o Pelé fazia na nossa época. Logicamente, apesar de ser muito marcado, a gente tinha, não só pelas condições técnicas dele, uma movimentação muito grande e ficava difícil. Muita gente tentou o marcar homem a homem, como fazem agora – afirmou o ex-jogador.
– Dizer que no futebol atual ele não seria brilhante, seria sim. Embora o futebol no momento a preocupação maior dos treinadores é não deixar jogar, quase ninguém se preocupa em jogar e fazer gols, tem que marcar, fazer isso e aquilo. A presença do Pelé foi na época certa – acrescentou.
Em eras seguintes do futebol, grandes atletas foram comparados a Pelé. Pepe cita dois, mas acredita que a dupla não coleciona tantos atributos técnicos como o Rei.
– Hoje tem Lionel Messi, já teve Maradona, jogadores incríveis, maravilhosos, mas que não teve todos os atributos que o Rei da Bola teve – pontuou o Canhão da Vila.
Pepe chegou ao Santos em 1954, dois anos antes de Pelé, e nunca vestiu outra camisa. Se aposentou em 1969. Já o Rei, ficou no Peixe até 1974, quando se transferiu para o New York Cosmos, dos Estados Unidos. Juntos, pelo Alvinegro, os dois balançaram as redes 1.494 vezes.
* Sob supervisão de Vinícius Perazzini

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