O Palmeiras se acertou com o Júnior Barranquilla para remover a cláusula de obrigação de compra prevista no contrato de empréstimo de Miguel Borja. A informação foi primeiramente noticiada pelo ‘Blog do Danilo Lavieri’, no Uol Esporte, e confirmada pela reportagem do NOSSO PALESTRA/LANCE!.
Desta forma, o clube colombiano não será mais obrigado a contratar o atacante em definitivo caso ele cumpra as metas previamente estipuladas (marcar 23 gols ou atuar em cerca de 75% dos jogos da equipe). Em contrapartida, o Verdão encaminhou uma renovação de mais dois anos com Borja (agora, até dezembro de 2023), a fim de ter mais tempo para negociá-lo quando seu empréstimo com o Junior se encerrar no fim deste ano.
Além da renovação, o que o Palmeiras ganha com a mudança no contrato de Borja?
A princípio, parecia que o Palmeiras sairia lesado com a remoção da cláusula de obrigatoriedade de compra do contrato de empréstimo do centroavante. No entanto, o contexto de pandemia e crise financeira explica como essa alteração pode ser vantajosa.
O problema da falta de ritmo poderia ser resolvido caso o Palmeiras o chamasse de volta ao Brasil. No entanto, além de o clube já ter um titular absoluto para a posição (Luiz Adriano), a relação da torcida com Borja não é das melhores. Sair do seu time do coração e retornar a esse ambiente conturbado poderia fazer sua situação ‘voltar à estaca zero.’
E, acima de tudo, quem mais perderia com isso, além do camisa nove, seria o próprio Verdão, que precisa recuperar parte do investimento no atleta.