O Dia das Crianças, comemorado neste sábado (12) é um dia muito importante para todos os pequenos, que aguardam ansiosos a data que remete a brincadeiras, diversão e muita alegria. É nessa fase que começam a ser construídos os sonhos de uma vida que virá pela frente. Um sonho muito comum entre os mais novos é ser jogador de futebol, e A Gazeta sempre esteve perto desse desejo das crianças. Idealizada pelo jornalista José Antônio Nunes do Couto, o Janc, a Copa A Gazetinha incentiva a prática de futebol desde 1975.
Dentre milhares de atletas mirins que já participaram da competição pelos gramados do Espírito Santo, dois ganharam destaque mundial: Sávio e Carlos Germano. Ídolo da Desportiva, do Flamengo e com passagens marcantes no Real Madrid e Seleção Brasileira, Sávio lembra com carinho da competição que o apresentou ao futebol.
Sávio e Carlos Germano já brilharam na Copa A Gazetinha
“Eu tenho um carinho especial pela competição. Disputei dois anos seguidos (1986 e 1987) e fui campeão. Competição onde eu comecei, onde apareci e fui para o Flamengo. Tenho um sentimento especial. E A Gazetinha é um marco no Espírito Santo em relação ao futebol. Revelou muitos atletas. Falar da A Gazetinha é especial”, declarou o ex-jogador de 45 anos.
A Copa A Gazetinha sempre foi lembrada por atletas e familiares como um opção para tirar as crianças das ruas. A chance de treinar em um time e disputar uma competição importante evitou que muitas crianças fossem seduzidas por outros caminhos. “Nós esportistas, e ex-esportistas, empresários e políticos temos que olhar com mais carinho para o esporte no aspecto social. Pensar em tirar as crianças das ruas e no lado social”, disse Sávio.
Carlos Germano
Natural de Domingos Martins, Região Serrana do Estado, o ex-goleiro Carlos Germano é dono de uma carreira marcante no Vasco, onde conquistou o Brasileiro de 1997 e a Libertadores de 1998. Hoje treinador de goleiros do Gigante da Colina, Germano lembra que chegou ao clube após se destacar no ES.
“Disputei a A Gazetinha no ano de 1984. Nesse ano o time da minha cidade, o Sport Clube Campinho, não disputava a competição. Joguei pelo time da cidade de Viana. A gente conseguiu a classificação às finais, onde tive a oportunidade de ser visto pelo Nelson Teixeira, que era observador do Vasco. Em janeiro de 1985 já comecei a fazer parte do infantil do Vasco. A Copa A Gazetinha foi a minha porta de entrada para o futebol”, destacou.