Os bastidores do Corinthians seguem aquecidos do ponto de vista político. Desta vez um grupo de conselheiros entrou com uma representação formal junto ao presidente do Conselho Deliberativo, Alexandre Husni, solicitando a convocação extraordinária de uma Assembleia Geral para pedir a inexigibilidade do ex-presidente Andrés Sanchez, tomando como base a reprovação das contas de 2019 e as punições previstas no Profut.TABELA> Veja classificação e simulador do Brasileirão-2021 clicando aqui
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A motivação do grupo, formado por integrantes de várias chapas do Conselho e por vitalícios, é o déficit de R$ 195,4 milhões registrado no ano de 2019, contas essas que foram reprovadas em reunião no fim de abril. Segundo o documento apresentado para o presidente do órgão, o estatuto do clube prevê punições aos responsáveis pela gestão no ano em que as contas foram reprovadas.
Ainda de acordo com texto entregue à presidência do Conselho, a Lei 13.155/2015, referente ao Profut, em seu artigo 25, explicita atos de gestão irregular no Corinthians durante o mandato de Andrés Sanchez, como formar déficit ou prejuízo anual acima de 20% da receita bruta e não divulgar de forma transparente informações de gestão aos associados e torcedores.
Por conta de Andrés já ter deixado o cargo no fim do ano passado, ele não pode ser destituído, como prevê o estatuto do clube, por isso o pedido é que o ex-presidente fique inelegível por dez anos, punição que consta no Artigo 26 da Lei do Profut. Além disso, o grupo pede que a Diretoria Jurídica do Timão proponha uma ação indenizatória contra Sanchez, para o ressarcimento dos prejuízos causados no clube durante o seu último mandato.
Os conselheiros que assinam o documento são:
Romeu Tuma JuniorAntonio Roque CitadiniFabio Aguiar Munhoz SoaresLeandro J. B. CanoFrancisco PapaiordanouRubens Gomes da Silva JuniorMiriam AthiêJosé Walmir da CostaMarcelo Mattoso AzevedoMiguel Marques e SilvaCarlos Rafael Ferreira de CastilhoArmando Mendonça