A corrida eleitoral do Corinthians deu um importante passo neste sábado, quando o ex-presidente Mário Gobbi lançou sua candidatura para tentar voltar ao cargo por meio das eleições que acontecem no fim de novembro deste ano. Em coletiva de imprensa em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo YouTube, ele expôs seus planos para uma possível futura presidência baseado em equacionar finanças, tornar o clube viável e protagonista do futebol mundial.Candidato da oposição à gestão Andrés Sanchez, que faz parte do grupo Renovação e Transparência, do qual foi fundador, Gobbi explicou os motivos de sua saída da chapa e o ingresso em outra, para a consequente candidatura. Para ele, conflitos já durante seu mandato, entre 2012 e 2015, foram essenciais para o rompimento, mas mesmo assim conseguiu gerenciar a crise.
- Em 2013 eu era presidente, houve um rompimento, eu rompi com o grupo Renovação, que já era o grupo do Andrés. Antes disso, já tinham rompido com o grupo, aqueles que hoje são o Movimento Corinthians Grande. Os princípios traçados no Renovação, que eu redigi, desviaram a rota, não estavam sendo seguidos. Eu, presidente, não poderia criar uma crise ainda maior do que o rompimento tácito que foi feito. Eu administrei um fogo amigo interno muito pesado, foi uma cisão, eu passei a ter uma oposição dentro da situação. Eu presidia o clube e isso ia causar um tumulto e quem perderia era o Corinthians. Administrei cirurgicamente a crise, preservei o Corinthians e segui adiante na gestão. Terminado o meu mandato, sai e fiquei seis anos sem fazer nada, me ausentei por completo do clube - explicou o ex-presidente.