O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, concedeu, nesta quarta-feira (21), uma entrevista ao BB Debate, da ESPN, e um dos assuntos abordados foi a necessidade de reforços no elenco alviverde, tópico cobrado pela torcida e por Abel Ferreira em coletivas de imprensa e nos bastidores.
– Quando trabalhamos num cenário de pandemia, temos que redobrar os cuidados. Sabemos que o grupo precisa de alguns ajustes mas, agora, temos que tomar cuidado para que o clube não complique a situação do futuro. Meu mandato acaba daqui a oito meses, então seria muito confortável contratar quatro jogadores de ponta, jogar para a torcida, ganhar títulos com um time estratosférico, e as consequências que venham no futuro. Isso não podemos fazer. Entendo o torcedor, sei que o Palmeiras precisa de ajustes, mas vamos fazer com responsabilidade, equilíbrio e no momento certo – declarou o mandatário.>> Agüero já tem novo clube, Palmeiras perto de anunciar contratação de atacante… O Dia do Mercado
O nome do atual treinador português do Verdão foi citado para afirmar que as decisões tomadas pela diretoria são feitas em conjunto com a comissão técnica:
– Se eu pudesse escolher, eu ficaria com o jogador. A gente sabe das qualidades e do potencial do Dudu, sabemos a importância que ele tem para nós, e gostaríamos muito de contar com ele. Conversei com ele ontem, ele está retornando hoje ao Qatar, e temos um negócio já definido. Ele tinha um empréstimo de um ano e, se o Al Duhail quiser 80% dos direitos do Dudu, terá que pagar € 6 milhões (cerca de R$ 40 milhões na cotação atual). Se não pagarem, o Dudu volta em junho. Não é decisão do Palmeiras ou do atleta, é simples assim, isso está documentado. A gente fala de reforços, e ele é um jogador de peso, de Seleção, que pode sim retornar daqui a um mês. Não estou dizendo que vai acontecer, mas a possibilidade é um fato.
– Falamos sobre críticas ao elenco sim, mas nós não podemos nos basear em uma ou duas pessoas que foram pichar o muro. Com certeza não foram os 18 milhões de torcedores que o Palmeiras tem, então, se tomarmos por base o que uma ou duas pessoas fazem, vamos perder a direção do nosso trabalho. Esses jogadores que foram campeões tiveram os nomes pichados e há seis meses tiveram a fotografia rasgada na Academia de Futebol. Não é meu papel concordar ou discordar, mas a gente não pode levar isso por base ou considerar uma ação pontual. O Palmeiras saiu de Brasília aplaudido por duas derrotas que valiam troféus. A gente tem que considerar quem aplaude ou picha? Temos que considerar o nosso trabalho. Temos que considerar todas as manifestações e continuar nossa linha de trabalho e nosso planejamento.
Por fim, Galiotte revelou que Abel Ferreira ficou, sim, chateado ao ver seu nome pichado, mas entende que tudo faz parte de um contexto maior e que o trabalho está sendo bem desenvolvido.
– Tudo isso foi falado com o Abel, ele tem a mesma linha de raciocínio. Obviamente, ele não concorda com as pichações, ele ficou chateado em ver seu nome sendo pichado, mas isso faz parte, a torcida é extremamente exigente e nós temos que entender que foi o nosso projeto que fez termos o êxito inédito da tríplice coroa (Libertadores, Paulistão e Copa do Brasil) e esses jogadores estão na história do Palmeiras. Cada torcedor age como quiser – concluiu.
O Palmeiras está em Lima, no Peru, onde estreia, nesta quarta-feira (21) às 21h (horário de Brasília), na Libertadores contra o Universitário, no estádio Monumental U.