O Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, foi palco de partidas do Mundial Sub-17 de 2019 e recebeu alguns dos principais talentos da nova geração do futebol. Sete anos depois, diversos jogadores que passaram pelo gramado capixaba retornam ao cenário de uma grande competição internacional, agora como atletas convocados para a Copa do Mundo da Fifa 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Entre os nomes que estiveram no Espírito Santo em 2019 e chegam ao principal torneio do futebol mundial estão destaques de seleções tradicionais como Espanha e Holanda, além de Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Senegal. Alguns deles se consolidaram em grandes clubes da Europa e se tornaram protagonistas em suas equipes nacionais, casos do espanhol Pedri, do goleiro japonês Zion Suzuki e do volante senegalês Pape Sarr.
Lee Tae-seok (Coreia do Sul)
Lateral-esquerdo da geração sul-coreana vice-campeã asiática no Sub-17, Lee Tae-seok iniciou a carreira profissional no FC Seoul e passou pelo Pohang Steelers, onde se consolidou como titular antes de se transferir para o futebol europeu. Em 2025, assinou com o Austria Viena e ganhou espaço na seleção principal da Coreia do Sul, sendo convocado para a Copa do Mundo de 2026 após se destacar pela regularidade defensiva e apoio ao ataque.
Lee Han-beom (Coreia do Sul)
Zagueiro que atuou pela Coreia do Sul no Mundial Sub-17 de 2019, Lee Han-beom surgiu no Boin HS e ganhou notoriedade no FC Seoul, onde chamou a atenção pela segurança defensiva. Em 2023, foi contratado pelo FC Midtjylland, da Dinamarca, onde evoluiu tecnicamente e passou a frequentar a seleção principal. Tornou-se uma das principais promessas da defesa sul-coreana e garantiu vaga no grupo que vai disputar a Copa do Mundo de 2026.
Eom Ji-sung (Coreia do Sul)
Meia-atacante revelado pelo Gwangju FC, Eom Ji-sung participou do Mundial Sub-17 antes de ganhar projeção na K-League. O desempenho no futebol sul-coreano lhe rendeu transferência para o Swansea City, do País de Gales, onde passou a atuar no futebol britânico. Sua velocidade e capacidade de criação o levaram à seleção principal e à convocação para o Mundial de 2026.
Zion Suzuki (Japão)
Nascido nos Estados Unidos e criado no Japão, Zion Suzuki era o goleiro da seleção japonesa no Mundial Sub-17 de 2019. Revelado pelo Urawa Red Diamonds, transferiu-se para o futebol europeu e ganhou notoriedade defendendo o Parma, da Itália. Com atuações seguras na Serie A e nas competições internacionais, assumiu a titularidade da seleção japonesa e chegou à Copa do Mundo de 2026 como um dos principais goleiros da Ásia.
Pape Sarr (Senegal)
Volante da seleção senegalesa no Mundial Sub-17 disputado no Espírito Santo, Pape Sarr foi revelado pelo Génération Foot, tradicional celeiro de talentos do Senegal. Transferiu-se para o Metz, da França, e depois para o Tottenham Hotspur, da Inglaterra. Após empréstimo ao Metz e consolidação no elenco dos Spurs, tornou-se peça importante da seleção senegalesa, disputando grandes torneios continentais e agora a Copa do Mundo de 2026.
Giovanni Reyna (Estados Unidos)
Um dos talentos do Mundial Sub-17 de 2019, Giovanni Reyna chamou atenção ainda adolescente e rapidamente estreou pelo Borussia Dortmund. Filho do ex-capitão americano Claudio Reyna, acumulou participações na Bundesliga e na Liga dos Campeões, tornando-se um dos principais nomes da seleção dos Estados Unidos. Apesar das lesões ao longo da carreira, chega ao Mundial de 2026 como um dos líderes técnicos da equipe.
Joe Scally (Estados Unidos)
Lateral-direito formado pelo New York City FC, Joe Scally participou do Mundial Sub-17 antes de se transferir para o Borussia Mönchengladbach, da Alemanha. No futebol alemão, consolidou-se como titular ainda muito jovem e passou a integrar regularmente a seleção dos Estados Unidos. Sua versatilidade para atuar nos dois lados da defesa foi fundamental para a convocação à Copa de 2026.
Ricardo Pepi (Estados Unidos)
Centroavante que defendeu os Estados Unidos no Mundial Sub-17, Ricardo Pepi despontou no FC Dallas e ganhou projeção internacional após a transferência para a Europa. Passou por Augsburg e Groningen antes de se destacar pelo PSV Eindhoven, da Holanda. Artilheiro frequente da seleção americana nas Eliminatórias, chega à Copa do Mundo de 2026 como uma das principais referências ofensivas do país.
Pedri González (Espanha)
Principal estrela entre os jogadores que passaram pelo Kleber Andrade em 2019, Pedri disputou o Mundial Sub-17 pela Espanha quando ainda defendia o Las Palmas. Pouco depois, foi contratado pelo Barcelona e se tornou um dos melhores meio-campistas do mundo. Campeão da Copa do Rei, da La Liga e vencedor do prêmio Golden Boy em 2021, também foi destaque da Espanha na Eurocopa e na Copa do Mundo, chegando a 2026 como peça central da seleção espanhola.
Bart Verbruggen (Holanda)
Goleiro da Holanda no Mundial Sub-17 de 2019, Bart Verbruggen iniciou a carreira no NAC Breda antes de ganhar projeção no Anderlecht, da Bélgica. Em seguida, foi contratado pelo Brighton, da Inglaterra, onde se consolidou na Premier League. Com boas atuações pela seleção holandesa vai disputar a Copa do Mundo de 2026.