As demissões dos mais de 90 funcionários do Botafogo rendeu durante toda esta terça-feira. Internamente, alguns vice-presidentes se mostraram contrários à decisão da atual diretoria. Os esportes olímpicos são um dos assuntos que mais geram conflito: alguns dos membros desta pasta defendiam a continuação das equipes, mesmo com a dívida bilionária apresentada no balanço. O time de vôlei, vale ressaltar, foi encerrado neste corte de gastos.
Alguns dos vice-presidentes queriam que o Botafogo continuasse sustentando os esportes olímpicos, mesmo se fosse com o dinheiro teoricamente direcionado ao futebol. A ideia não foi para frente: a diretoria entende que um esporte como vôlei, na atual conjuntura do clube, só pode continuar através de uma parceria ou com patrocínios que banquem os atletas e a comissão técnica.
Entende-se, internamente, que muitos vice-presidentes estão atrasando alguns projetos de profissionalização do clube. O LANCE! apurou que houve vazamento de informações internas nesse processo de demissões dos funcionários por parte dos vice-presidentes para impedir o desligamento dos colaboradores que trabalhavam nos respectivos setores em que estavam. A intenção era não perder força política na ala dentro do clube.
Com as demissões, houve um corte considerável no número de funcionários no clube de General Severiano. A atual diretoria continua com o processo de tentar diminuir o número de vice-presidentes obrigatórios no Estatuto.