O triunfo do Palmeiras no retorno da Libertadores, na altitude de La Paz, na Bolívia, trouxe vários motivos para celebração no clube. A quebra de um tabu que já durava 37 anos sem que um brasileiro vencesse o Bolívar, na casa deles, e o fato do Alviverde ter conseguido superar os pesados efeitos dos mais de 3.640m para a prática do futebol de alto rendimento.
Com um trabalho multidisciplinar entre a comissão técnica e o Núcleo de Saúde e Performance, o clube se preparou de forma muito específica para essa missão complexa. A vitória começou já no domingo (13), quando a delegação viajou para a Bolívia na busca de mais tempo para uma melhor adaptação ao local e seus efeitos.
- Tudo o que fizemos foi em cima da nossa experiência. Coordenamos junto à preparação física, médicos, fisiologistas, fisioterapeutas e nutricionista, expliquei da minha convicção. É um trabalho que pertence a todos e que facilitou para que a equipe entrasse em campo e não sentisse o desconforto da altitude. É simples, e às vezes o simples é sofisticado - completou Mello.
Interdisciplinaridade em campo
Daniel Gonçalves, coordenador científico do Palmeiras, endossou a celebração pelos resultados do trabalho prévio de aclimatação e todo o processo de aquecimento dedicado à altitude.
- Não se sentiram tão desconfortáveis, o departamento médico interveio quando surgiu algum sintoma leve. Quando você chega antecipadamente, adapta melhor os atletas a essas condições. Foi um planejamento transdisciplinar. Controle da nutrição, hidratação, tudo contribuiu para que conseguíssemos superar esse tabu - finalizou Daniel Gonçalves.