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futebol

Cícero como 'líbero' é a novidade do Botafogo no retorno do futebol

Comissão técnica do Alvinegro 'revive' função, dá liberdade de criação para volante e, ao mesmo tempo, consegue um parceiro no suporte criativo para Keisuke Honda...

Publicado em 30 de Junho de 2020 às 09:00

LanceNet

Publicado em 

30 jun 2020 às 09:00
Crédito: Vítor Silva/Botafogo
O conturbado retorno do Botafogo ao Campeonato Carioca ficou marcado pelas manifestações ao movimento "Vidas Negras Importam" e à situação de coronavírus no país. Quando a bola rolou, outro fator chamou a atenção: os novos posicionamentos dos jogadores na equipe escalada por Paulo Autuori. O resultado foi satisfatório: goleada por 6 a 2 na Cabofriense e segunda posição do Grupo A da Taça Rio.
Por cima, um esquema com três zagueiros parecia a grande novidade de Autuori na volta do futebol, com Cícero recuado a Benevenuto e Ruan Renato na linha de defesa. Na prática, uma variação tática de esquemas que variavam nos momentos ofensivos e defensivos, mas sempre a partir do movimento do natural volante.
Cícero era, de fato, um zagueiro. Quando a Portuguesa atacava, ele ajudava a primeira linha de defesa e formava um conjunto de três jogadores, com Luiz Fernando e Danilo Barcelos fechando como alas. A partir do momento que o Botafogo recuperava a bola, o camisa 8 avançava e se juntava à linha de Keisuke Honda, ajudando na distribuição de jogadas.Cícero: ações na defesa e no meio (Foto: Reprodução/Footstats)Os dois foram as cabeças pensantes do time do Botafogo. O brasileiro acertou 64 passes e o japonês 61 - primeiro e segundo na partida, respectivamente, no quesito -, totalizando pouco mais de 11% de toda a posse de bola que o clube de General Severiano teve durante a partida. Praticamente todas as jogadas começavam nos pés dos dois.
Cícero, por aparecer de trás, não tinha uma marcação individual, o que acontecia com Honda, sempre com um volante por perto. Com os dois atletas cuidando da criação, Bruno Nazário e Luís Henrique ficaram liberados para atacarem sem grandes preocupações - ambos marcaram gols e deram assistências para outros companheiros.
A questão negativa envolvendo o esquema do Botafogo foi a cobertura de ataques pela lateral. Com uma transição defensiva ainda não tão rápida, a Cabofriense teve algumas jogadas em situação de mano a mano nas laterais do campo - pela direita, inclusive, saiu o cruzamento do primeiro gol da equipe de Cabo Frio na partida. Com a entrada de Fernando, um lateral de ofício, o Alvinegro conseguiu controlar, em partes, o problema de posicionamento.
Apesar disto, a criação ofensiva do Botafogo compensou as poucas dores de cabeça que o Alvinegro teve durante a partida. Com um jogo focado no meio, o time esperava a hora certa para acionar Luís Henrique na esquerda - lado mais forte e intenso na partida. Mas tudo começou com Cícero, saindo da linha de zagueiros, e Honda, como um segundo volante.E MAIS:'Atenção, Gareca!': estreia de Lecaros pelo Botafogo é destaque no PeruCaio Alexandre vibra com primeiro gol: 'Felicidade inexplicável'Visual de Honda chama atenção e rende comentários nas redes sociaisJovens da base são destaques do Botafogo no retorno do CariocaMontenegro diz que 'apenas um detalhe' separa Kalou do Botafogo E MAIS:
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