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Análise: Nova derrota em jogo grande na Liga dos Campeões é o choque de realidade final para o Barcelona

Catalães se distanciam cada vez mais do grupo dos principais times europeus e já não conseguem se impor nem ao menos no Campeonato Espanhol...

Publicado em 09 de Dezembro de 2020 às 15:11

LanceNet

Publicado em 

09 dez 2020 às 15:11
Crédito: JOSEP LAGO / AFP
Quando o Barcelona foi derrotado pelo Liverpool por 4 a 0, no jogo de volta da semifinal da Liga dos Campeões da UEFA, em 2018/2019, aparentemente os problemas eram somente as táticas de Ernesto Valverde. Pouco mais de um ano depois, sem Valverde, o time foi humilhado impiedosamente para o Bayern de Munique, nas quartas de final do torneio europeu, por 8 a 2.
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A transferência de culpa visou alguns alvos em particulares: jogadores como Sergi Roberto, Sergio Busquets ou até mesmo Gerard Piqué e, claro, como não poderia deixar de ser, o técnico da vez, na ocasião Quique Setién, o mesmo que, quando fora anunciado, parecia trazer ares de reciclagem e, principalmente, de recuperação do estilo barcelonista de jogar. A bem da verdade, também foi o início do fim da gestão do presidente Josep Maria Bartomeu, que viria a pedir renúncia meses depois.Na terça-feira, em mais um jogo grande pela Champions, lá foi o Barcelona sair de campo derrotado de forma acachapante novamente. No Camp Nou, a Juventus não precisou se exibir como os alemães ou os ingleses, mas teve organização e disciplina suficientes para vencer por 3 a 0, justamente o placar primordial para garantir o primeiro lugar do grupo. Assim sendo, o Barça corre o risco de, nas oitavas de final, bater de frente mais uma vez com Bayern ou Liverpool, além de rivais dos quilates de Manchester City, Chelsea ou Borussia Dortmund. Quase uma tragédia explicitamente anunciada.
O novo e cruel choque de realidade ocorre rigorosamente quando o Barcelona não teve, dentro ou fora das quatro linhas, aqueles que, um dia, foram dados como maiores distúrbios atual, como se, num passe de mágica, tirá-los significaria um aumento de competitividade: contra o eneacampeão italiano, Piqué e Sergi Roberto sequer ficaram no banco, enquanto Busquets não foi utilizado por um minuto. Na área técnica, quem agora comanda o time é Ronald Koeman.
Não foi capaz de vencer o Real Madrid em dois jogos, empatou em casa com o Atlético de Madrid, perdeu para o Valencia no Mestalla e foi parado pelo Sevilla na Andaluzia, na rodada que marcou a perda da liderança e, consequentemente, da busca pelo tricampeonato. Na Copa do Rei, eliminação precoce para o Athletic Bilbao. Atualmente, já perdeu para Real e Atlético e empatou no Camp Nou com o Sevilla.
Exprimidos até as últimas gotas, os "senadores" conseguiram dar um gás final no Campeonato Espanhol, com duas sólidas conquistas consecutivas em 2018 e 2019 (nesse último ano já mais à base de um pletórico Messi, exibindo-se domingo sim, domingo também), mas a retomada de poder do Real Madrid, em 2020, foi justa e merecida, contra um Barcelona largado, perdido e começando a fechar os olhos para a futura hibernação. Aqui, só o tempo dirá o que está reservando para o clube.
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