O capixaba Logan Carneiro Caliman vem ganhando destaque no cenário do jiu-jítsu internacional. Com medalhas e participação em importantes torneios, o faixa-amarela de 13 anos, que compete na categoria dos pesados, alcançou um feito ainda maior em agosto deste ano, quando venceu o UFC BJJ Open em Las Vegas, nas modalidades com e sem quimono.
Logan nasceu em Vila Velha, mas vive nos Estados Unidos desde os três anos de idade. Aos nove começou no jiu-jítsu após sofrer bullying na escola. Tendo ingressado no mundo da luta com objetivo inicial de se defender e ganhar confiança, o capixaba não esconde que sua visão da vida mudou através dos tatames.
Quando comecei a treinar, eu tinha nove anos, e comecei porque sofria bullying na escola. Eu queria aprender para ter mais confiança e para me defender, além de ser importante para uma criança praticar um esporte. Eu enxergo o jiu-jítsu não só como um esporte, mas como um professor. Vão ter momentos de dificuldade na luta, e isso também acontece na vida. Na vida, quando tiver alguma dificuldade, não vou desistir. Eu tinha tanta dificuldade no jiu-jítsu, por que eu vou desistir na vida?
Logan Carneiro Caliman Campeão do UFC BJJ Open em Las Vegas
Tutelado por diferentes faixas-pretas da arte suave durante seus anos de treino, Logan teve Jair Lacerda como primeiro mestre, sendo ensinado posteriormente por Maurício Antunes, e hoje por Matheus Rodrigues e Gabriel Luz, na academia BAZA. Representando a equipe de Burbank, Logan alcançou excelentes resultados em Las Vegas, no UFC BJJ Open, e demonstrou encanto pelas regras da competição.
Gostei muito da experiência no UFC BJJ, por ser muito organizado e pelas regras que combatem a inatividade e permitem que façamos um show. Fiz 4 lutas com e sem quimono e venci as duas categorias. O campeonato é muito bom e vai melhorar. Acho que meu destaque foi não desistir. Não tem segredo, é treinar e vontade de ganhar
Logan Carneiro Caliman Campeão do UFC BJJ Open em Las Vegas
Destaque com e sem quimono, o jovem faz questão de treinar as duas alternativas, mas não esconde o apreço pelo “pano”: “Acho mais técnico, com mais detalhes e pegadas”, confessa. Apesar de ter sido criado longe do Brasil, Logan garante que não se desconectou de suas raízes, e destaca a importância do jiu jitsu como meio de união entre ele, o país e a cidade de Vila Velha.
Carrego o Espírito Santo e o Brasil comigo, sou brasileiro, meu espírito é de brasileiro. Eu gosto muito de Vila Velha. Eu cresci aqui (EUA), mas o Brasil sempre fez parte de quem eu sou, principalmente por meio do jiu-jítsu
Logan Carneiro Caliman Campeão do UFC BJJ Open em Las Vegas
Minhas raízes estão em Vila Velha, que é a terra do Jacaré. Ele sempre foi uma inspiração. Fui vendo o jogo dele e achei as quedas muito maneiras, que foi o que me levou ao judô, que comecei para melhorar as quedas no jiu jitsu. É por isso que representar o Brasil em competições tem um significado muito legal para mim. O meu pai que me mostrou as lutas do Jacaré, e para mim foi uma coisa muito forte. A vontade dele de ganhar mostrou tudo, é vontade, se você quer ganhar tem que ter vontade, treinar todo dia e não reclamar. Ele que me inspirou a querer fazer jiu jitsu, foi um dos motivos
Logan Carneiro Caliman Campeão do UFC BJJ Open em Las Vegas