Na semana passada, aconteceram dois fatos promissores para quem busca caminhos consistentes de promoção do progresso deste nosso pedaço de mundo.
O primeiro deles: uma grande reunião comandada pelo governador, com a participação de autoridades, dirigentes de grandes indústrias, entidades de representação, instituições universitárias, incubadoras de empresas, pesquisadores e muitos mais. Vi por fotografia e soube, por quem esteve lá, que, sentados em volta de uma mesa enorme no Palácio, trocaram informações e defenderam propostas para que o Espírito Santo, finalmente, adote a inovação e o desenvolvimento tecnológico como instrumentos estratégicos na geração de riqueza local.
É chegada a hora de garantir condições para que pessoas determinadas protagonizem o direito inalienável de definir seus projetos, lançando mão das suas próprias capacidades para criar e empreender.
O outro foi o Startup Summit, evento de três dias realizado pelo Sebrae num enorme galpão de lona, montado num estacionamento da Enseada do Suá, por onde passaram 7.000 visitantes, inclusive eu e muitos dos que estiveram naquela reunião. Palestras e apresentações, demonstrações, mesas de trabalho, testes e simulações, games pra marmanjos e crianças e muitas outras atrações interessantes.
Praticamente ninguém comprando nem vendendo, mas tentando impressionar quem se interessasse por algo inovador, recém-criado ou em desenvolvimento. Não vi ninguém triste ou reclamando. Pelo contrário, as caras eram de pura emoção, de curiosidade e entusiasmo. Vi muitas pessoas debatendo ideias e olhando com inveja boa para quem, cheio de orgulho, mostrava o que tinha conseguido materializar junto com sócios. É provável que estivessem por ali investidores de olho em bons negócios. Certamente, um ambiente verdadeiramente novo, animador e estimulante.
Eu era um dos mais velhos que estavam ali. Encontrei muita gente com quem venho convivendo há 30 anos, desde quando começamos a falar em empreendedorismo e empresas de tecnologia por aqui. Demorou, mas acho que agora vai.