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Caro Rio Doce, como é bom revê-lo!

Por Bruno Faustino

Publicado em 16 de Outubro de 2019 às 14:54

Publicado em 

16 out 2019 às 14:54
Rio Doce, visto da estrada de terra de Itapina com a cidade de Colatina ao fundo - Colatina - ES Crédito: Edson Chagas
Lembro-me bem do nosso último encontro. Era novembro de 2015. Eu estava em cima da ponte bem na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais quando os rejeitos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, chegaram por aqui. Como jornalista, registrei aquele momento.

Confira o primeiro episódio da websérie:

Quase quatro anos depois, estou de volta à região. Confesso, que a sensação de estar aqui é como voltar ao passado. Mas, ao revê-lo, fico surpreso. O que vejo, hoje, lembra-me muito aquele Rio Doce que sempre via pela janela do trem de passageiros nas muitas viagens entre Cariacica (ES) e Governador Valadares (MG), minha cidade natal.
Agora, tive a oportunidade de ver que essa recuperação tem sido possível graças ao trabalho e envolvimento de muita gente. Um esforço concentrado de quase 7000 pessoas. O total desembolsado ultrapassa os R$ 6 bilhões em ações de reparação e compensação dos danos provocados pelo desastre. Um exemplo dessas iniciativas é o monitoramento da biodiversidade aquática e marinha, realizado pela Fundação Renova - criada para conduzir o processo de reparação - em parceria com mais de 30 instituições de ensino, pesquisa, empresas e ONGs. São cerca de 200 pontos de monitoramento da biodiversidade aquática e marinha na porção capixaba do Rio Doce e da região que vai da sua foz, em Regência, até Guarapari, ao sul, e Porto Seguro, na Bahia (BA), ao norte.
Fui convidado para conhecer este trabalho. Acompanhei parte das atividades dos pesquisadores, visiteis as cidades banhadas pelo rio em terras capixabas. Vi de perto a mobilização de jovens em comunidades ribeirinhas... Ah! Não posso esquecer do engajamento e a preocupação dos produtores rurais com a preservação de toda a bacia. Eles protegem nascentes, plantam florestas... São exemplos para todo o Brasil. Hoje, o Rio Doce é o rio mais monitorado do Brasil. São 92 pontos de acompanhamento da qualidade da água nos cursos d’água impactados em Minas Gerais e no Espírito Santo. (o rio, seus afluentes, lagoas e litoral) Mais de 1 milhão e meio de dados são gerados por ano, informações confiáveis para a recuperação da Bacia do Doce.
Eu vou mostrar isso durante todo este mês numa websérie que preparei aqui para o Gazeta Online. Uma incrível jornada, que os internautas começam a acompanhar a partir de agora. 'Simbora' nesta aventura?
PS: Amanhã conversamos mais, querido Rio Doce!
Assinado: Bruno Faustino

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