Divulgação/Marca Ambiental
A substituição gradual do diesel por combustíveis de menor emissão é uma das estratégias adotadas pela Marca Ambiental para transformar sua operação logística. Com investimento de aproximadamente R$ 17 milhões, a empresa amplia a frota com veículos preparados para operar com gás natural veicular (GNV) e biometano, além de implantar uma estrutura própria de abastecimento voltada a veículos pesados. A iniciativa torna a companhia a primeira do Espírito Santo a adotar esse modelo em uma garagem operacional privada.
O projeto contempla a aquisição de dez caminhões e a instalação de um posto com tecnologia de alta vazão, desenvolvido para abastecer veículos pesados. Assim,dez novos caminhões passam a integrar a operação de coleta e transporte de resíduos na Grande Vitória, ampliando a frota preparada para utilizar os combustíveis.
Inicialmente, os veículos serão abastecidos com GNV, mas a expectativa é incorporar o biometano à operação quando a unidade de valorização desse combustível da Marca Ambiental, em Cariacica, entrar em funcionamento, com previsão até dezembro de 2026.
A proposta é integrar diferentes etapas da operação da empresa: o biometano será produzido a partir do biogás gerado pelos resíduos recebidos pela própria Marca Ambiental e poderá ser utilizado no transporte desses materiais, conectando a gestão de resíduos à produção e ao consumo de energia renovável.
“Essa operação é economia circular na sua forma mais completa. Utilizamos biometano como combustível para transportar resíduos da cidade para nosso aterro. Esses resíduos são a matéria-prima para produção do próprio combustível usado para transportá-los”, afirma Diogo Ribeiro, diretor de Energias Renováveis do Grupo Marca.
A renovação da frota também busca melhorar a eficiência do transporte de resíduos. Segundo Diogo Ribeiro, os novos veículos têm baixa necessidade de paradas para manutenção, enquanto o abastecimento dentro da própria empresa deve reduzir o tempo e os custos associados a essa etapa da operação.
A mudança é relevante para uma atividade em que o transporte representa uma parcela importante dos custos logísticos. A empresa utiliza caminhões para movimentar resíduos entre os pontos de transbordo e suas instalações e, nesses locais, as cargas coletadas por caminhões compactadores são transferidas para carretas maiores, otimizando o deslocamento dos materiais.
“Adquirimos dez veículos novos movidos a biometano/GNV, logo, temos uma frota com baixa necessidade de paradas para manutenção. O abastecimento acontecerá dentro da própria Marca, reduzindo o custo e o tempo de abastecimento”, explica o diretor.
Além de diminuir a dependência do diesel, a iniciativa busca ampliar a disponibilidade dos veículos para o transporte. A estrutura própria permite concentrar o abastecimento na garagem operacional, sem depender exclusivamente de postos convencionais para atender à frota.
Divulgação/Marca Ambiental
A substituição de combustíveis convencionais por GNV e biometano também tem como objetivo reduzir os impactos ambientais da operação. De acordo com a Scania, fabricante dos veículos, o uso de biometano pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, conforme as condições e metodologias consideradas pela empresa.
Segundo Diogo Ribeiro, os veículos movidos a esses combustíveis também apresentam redução na emissão de material particulado, como a fuligem, e de óxidos de nitrogênio (NOx), poluentes associados à qualidade do ar nas cidades.
“Ainda como vantagem, os motores à biometano e GNV possuem uma emissão de ruídos de até 25% em comparação aos motores convencionais à diesel”, complementa.
A ampliação da frota ainda faz parte de uma estratégia mais ampla da Marca Ambiental para diversificar suas fontes de energia. A empresa já investiu na geração de eletricidade a partir do biogás e em uma usina fotovoltaica. A unidade de biometano representa uma nova etapa desse processo, ao permitir que o gás renovável produzido a partir dos resíduos seja utilizado também como combustível para o transporte.
“Essa operação vem como um próximo passo da nossa operação de transição energética. Primeiro começamos produzindo energia elétrica a partir do biogás. Depois fizemos nossa primeira usina fotovoltaica. Estamos na reta final de inauguração da nossa usina de biometano. E agora temos uma frota que utiliza o combustível renovável produzido dentro da própria empresa”, afirma Ribeiro.
Com a infraestrutura de abastecimento e a ampliação da frota, a empresa estrutura um modelo que pode servir de referência para outras operações de transporte pesado. Desse modo, a iniciativa reúne o aproveitamento energético de resíduos e busca pela redução de emissões, conectando diferentes frentes da transição energética em uma mesma operação.