A Ordem dos Advogados - seccional Espírito Santo (OAB-ES) conhece, no próximo 19 de novembro, seu novo presidente. A eleição também define outros 17 presidentes de subseção. Ao todo, três chapas concorrem à presidência e encabeçam a disputa: Homero Junger Mafra, Santuzza da Costa Pereira e José Carlos Rizk Filho. Nesta sexta-feira (23), a CBN Vitória apresenta a segunda matéria da série de reportagens com as propostas dos candidatos ao cargo.
José Carlos Rizk Filho concorre à presidência pela primeira vez. De acordo com ele, é necessária uma renovação na entidade. "A ordem se afastou do advogado. Tenho ido nos municípios e vejo que tem cidades nas quais a ordem se quer entrou. Eu estou certo de que a ordem está afastado do advogado e existe, infelizmente, uma má gestão muito grande ", falou à Rádio CBN Vitória.
Rizk destacou ainda que a OAB "se excluiu do bom debate com a sociedade". Ele frisa que a entidade precisa debater com afinco assuntos como o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) ou questões como o auxílio-moradia pago à magistrados e membros do Ministério Público, mas que não o faz "devido, talvez, ao emparelhamento e ao partidarismo que existe na ordem, em âmbito estadual e federal".
Profissionais
Em relação a situação dos advogados no Espírito Santo, o candidato disse que a categoria enfrenta hoje "uma situação de abandono". Entre os principais problemas apontados por ele, está a dificuldade de inserção do jovem advogado ao mercado de trabalho. Segundo Rizk, hoje "a ordem não possui nenhuma política de inclusão desse advogado".
Questionado sobre reeleição na Ordem, que nesta quinta-feira (22) foi tema de uma nota publicada no site da organização não governamental Transparência Capixaba, Rizk diz que, se eleito, assinará um termo se comprometendo a disputar apenas uma reeleição.
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