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PÓ PRETO NA GRANDE VITÓRIA

Relatório da CPI do Pó Preto foi um pequeno avanço, diz presidente de ONG ambiental

Para ambientalistas, conclusão da CPI pode servir como "novas provas" para ações judiciais contra poluidoras

Publicado em 07 de Outubro de 2015 às 23:10

Publicado em 

07 out 2015 às 23:10
O presidente da ONG Juntos SOS Espírito Santo Ambiental e membro do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, Eraylton Moreschi, avaliou que a conclusão do relatório da CPI do Pó Preto da Assembleia Legislativa representa um pequeno avanço na luta contra a poluição do ar na Grande Vitória. Moreschi destacou que agora possui provas da participação das empresas na emissão de poluentes e que a ONG vai entrar com ações na Justiça contra as empresas localizadas na Ponta de Tubarão.
“Para questão do pó preto o relatório é um pequeno passo, mas é um começo. Temos muito material para trabalhar, temos provas, não são indícios, são provas, então, cabe a nós da ONG trabalhar para a abertura de ações para tentar responsabilizar aqueles que são citados no relatório”, contou.
Relatório da CPI do Pó preto foi um pequeno avanço, diz presidente de ONG ambiental
Moreschi também destacou que o relatório vai favorecer o morador da Grande Vitória, pois o documento sugere que as empresas Vale e ArcelorMittal, voluntariamente, promovam programa de reparação aos lesados e assumam a indenização das despesas contínuas dos cidadãos e estabelecimentos com a limpeza do Pó Preto e pintura de prédios, e, ainda, no tratamento de saúde.
Redução de poluentes
Apesar de o relatório não apontar ações que as empresas devem fazer para reduzir a emissão de poluentes no ar de Vitória, o presidente da comissão, deputado Rafael Favatto (PEN) disse que as empresas se comprometeram a fazer investimentos nos próximos cinco anos que devem reduzir a poluição atmosférica em mais de 90%.
Segundo Favatto, a Vale se comprometeu a investir R$ 65 milhões em novas tecnologias, enquanto a Samarco R$ 130 milhões e a ArcelorMittal R$ 100 milhões. Por nota, as assessorias da Vale, Samarco e Arcelor informaram que vão aguardar o recebimento oficial do relatório da CPI para se manifestarem a respeito.

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