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SUDESTE COMPETITIVO

Projetos de mineroduto e de duas ferrovias são prioritários para a logística do Espírito Santo

A região Sudeste vai precisar de R$ 63,2 bilhões de investimentos na malha de transportes para executar, até 2020, 86 projetos considerados prioritários

Publicado em 27 de Outubro de 2015 às 15:54

Publicado em 

27 out 2015 às 15:54
A região Sudeste vai precisar de R$ 63,2 bilhões de investimentos na malha de transportes para executar, até 2020, 86 projetos considerados prioritários para modernização e integração do sistema logístico do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Com os trabalhos, será assegurado o escoamento ágil e eficiente da produção industrial, tanto no mercado interno quanto no de exportação.
O montante apontado no chamado "Sudeste Competitivo" é a soma dos projetos já em curso e outros previstos, além de sugestões de novas obras que podem ser realizadas, já estimando custos. Ou seja, é um resumo do total que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera necessário para melhor a logística da região.
Marcos Guerra, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) lembra da importância dos portos para esse projeto se concretizar. "A ideia desse projeto é tornar a indústria, o transporte em geral, mais competitivo, com melhores custos e encurtamento de distâncias. E dentro do projeto, o Espírito Santo tem um papel importante, principalmente, por conta da capacidade portuária que temos", disse, em entrevista à Rádio CBN Vitória.
Foram apresentados os 8 grandes eixos logísticos do Sudeste Competitivo, sendo que metade dessas rotas estratégicas já existem, mas necessitam de melhorias, como ampliação e modernização. Três foram considerados projetos prioritários para o Espírito Santo e que devem ser executados com rapidez: o Mineroduto Ferro, que sai de Morro do Pilar (MG), passando por Naque (MG) e chegando a Linhares (ES); a ferrovia que liga Grão Mogol (MG) a São Mateus (ES) e a ferrovia MRS e Estrada de Ferro 118, que liga Suzano (SP) a Vitória (ES), passando pelo Rio de Janeiro. Esta última é considerada importante, principalmente, para a construção do Porto Central em Presidente Kennedy.
Marcos Guerra observou que o Espírito Santo permanece preso aos gargalos de logística e precisa avançar nas soluções para o problema, com a ajuda do governo federal.
"Nós temos os portos com pouco investimentos, aeroportos com poucos investimentos. Temos a BR 262 que já deveria estar duplicada. A BR 101 agora que está saindo do papel. Esses são os gargalos que temos aqui. Eles ainda existem devido a falta de atenção do governo federal. O Estado poderia estar muito melhor, principalmente na questão de transporte de carga, se o governo olhasse o ES", disse.
BR 262 e porto
Com as obras, o Estado entraria na rota de escoamento do país, especialmente no de grãos. Hoje, Minas Gerais e a região Centro-Oeste, por exemplo, despacham suas produções, principalmente, por portos em São Paulo e Rio de Janeiro.
O estudo aponta ainda que o Espírito Santo precisa ampliar a BR 262, investir mais em estradas ferroviárias e avançar na construção de portos. Aponta ainda a necessidade de um porto de containers.
O projeto Sudeste Competitivo, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com as federações da indústria dos estados da região, foi apresentado nesta segunda-feira (26), em Belo Horizonte, Minas Gerais.

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