O governo do Espírito Santo assinou nesta sexta-feira (23) um termo de cooperação com os municípios capixabas para combater a crise hídrica. Uma das propostas é incentivar a criação e organização de comitês hídricos municipais ligados diretamente aos gabinetes dos prefeitos. Com isso, será possível definir a melhor utilização da água entre todos os usuários, sejam eles residenciais, rurais ou comerciais. O acordo reafirma que, em casos extremos, a prioridade será o consumo humano e animal.
Além de incentivar ações sobre o uso racional da água, o governo estadual assinou a ordem de serviço para que seja dado início às obras do Sistema de Abastecimento de Água Reis Magos, localizado no município de Serra. O sistema, orçado em R$ 60 milhões provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), beneficiará uma população de 150 mil pessoas da região de Serra Sede e entorno. Com a inauguração, o sistema Santa Maria, que abastece 700 mil pessoas, ficará menos sobrecarregado. Segundo o governador Paulo Hartung, as obras tiveram início nesta sexta-feira (23). “Nós esperamos que a partir de hoje, mais 12 meses de obras tenhamos essa água injetada no sistema da região metropolitana”, explicou o governador.
Novas barragens
Hartung também anunciou que os editais de licitação para construção de 32 barragens no estado, serão lançados nos próximos dias. Além de seis barragens de uso múltiplo que atenderão a várias comunidades, serão erguidas outras 26 barragens de uso coletivo localizadas em assentamentos de trabalhadores rurais no Norte do Estado. Segundo o governador, algumas delas devem ter as obras iniciadas ainda este ano. “ A medida que tivermos a empresa vencedora, vamos iniciar as obras. No caso de Pinheiros, vamos começar as obras imediatamente”, explicou.
A barragem de Pinheiros vai beneficiar uma população de pelo menos 50 mil habitantes, dos municípios de Pinheiros e Boa Esperança. De acordo com o governador essas medidas, aliadas a conscientização e ao reflorestamento de áreas que foram desmatadas devem contribuir para que o estado enfrente a longo prazo menos problemas relacionados a crise hídrica, que é a mais grave dos últimos 40 anos.