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BAIXA ARRECADAÇÃO

Prefeituras capixabas decidem cortar gastos com pessoal para enfrentar crise e serviços serão afetados

Representantes dos municípios se reuníram e foram unânimes em relação à necessidade de cortas despesas

Publicado em 01 de Outubro de 2015 às 23:16

Publicado em 

01 out 2015 às 23:16
RAFAEL MONTEIRO DE BARROS | [email protected]
A Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes) se reuniu nesta quinta-feira (1º), em Vitória, para tratar da crise financeira que atinge as cidades capixabas. De acordo com o presidente da Amunes, Dalton Perim, a situação desfavorável vai levar os municípios a cortarem gastos ainda neste ano, o que pode comprometer os serviços prestados à população.
Com as quedas em receitas e o aumento das despesas, ele ressalta que as prefeituras vêm fazendo ajustes ao longo do ano, mas que, atualmente, a situação ficou mais agravada.
“Ajustes já estão sendo feitos, mas, agora, isso vai ser mais radical porque vai atingir os serviços que as prefeituras prestam. Primeiro, isso afetava mais a questão de restrição de despesas, com eliminação de cargos comissionados. A partir de agora, vai atingir a parte operacional das prefeituras. Então, vamos ter que desativar algumas atividades e, provavelmente, também dispensar funcionários quando for possível e legal”, destacou à Rádio CBN Vitória.
Segundo Dalton Perim, na reunião desta quinta-feira, a adoção de cortes de gastos foi unânime entre os representantes dos municípios. No entanto, o presidente da Amunes disse que não se pode afirmar quais áreas serão mais afetadas, o que dependerá da realidade de cada prefeitura.
“Cada um vai estudar, dentro da sua realidade, o que é mais apropriado. Alguns municípios vão parar obras, outros que não estão fazendo obras vão ter que parar outra coisa. Algumas cidade devem unificar secretarias para diminuir custos. Há várias alternativas”, considera.
O presidente da Amunes também disse que os municípios estão com dificuldades para conseguir ajuda tanto do Estado como da União. .
“A gente não está vendo muita perspectiva de conseguir ajuda porque os Estados também estão na mesma dificuldade dos municípios. Então, estamos percebendo que o ente federado que poderia ajudar mais porque tem a maior quantidade de recursos é a União, mas temos dificuldades de negociar com a presidência da República”, disse Dalton.
O anuário Finanças dos Municípios Capixabas, divulgado em setembro deste ano, aponta um aumento maior de despesas em relação às arrecadações municipais em 2014. No entanto, mesmo com um crescimento maior dos gastos, cerca de 70% dos municípios do Estado ainda arrecada mais que desembolsa.
A principal razão para a atual situação dos municípios capixabas, de acordo com Dalton Perim, é o cenário de crise econômica enfrentada pelo país.

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