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EDUCAÇÃO

Preço da energia e inflação nos custos que elevam as mensalidades escolares para o próximo ano

Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES) explicou que o reajuste das mensalidades fica a cargo de cada instituição de ensino

Publicado em 14 de Outubro de 2015 às 17:03

Publicado em 

14 out 2015 às 17:03
O valor das mensalidades das escolas particulares vão pesar mais no orçamento das famílias no próximo ano. Embora a estimativa divulgada pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenan) aponte um aumento entre 10% e 15% nas taxas, na Grande Vitória a variação pode ficar entre 11% e 19%, conforme pesquisa feita pela reportagem em escolas da Grande Vitória.
Preço da energia e inflação nos custos que elevam as mensalidades escolares para o próximo ano
Apesar da estimativa, Antônio Eugênio Cunha, presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES) explicou que o reajuste das mensalidades fica a cargo de cada instituição de ensino.
"Apesar da Confederação ter se manifestado, nós da Federação Nacional das Escolas de Ensino (Fenepe) e Sinepe-ES temos um cuidado muito grande ao tratar desse assunto. Porque o reajuste de mensalidade é uma característica de cada instituição, da forma que ela se compõe com seus serviços. Cada uma tem uma necessidade diferente. Nós não compactuamos em fazer anúncio dos indicadores de reajuste porque é variável por cada uma das escolas. Mas, é certo que haverá reajuste, não há dúvidas quanto a isso", explicou à Rádio CBN Vitória.
Os fatores que elevam o custo da educação privada são: os reajustes dos componentes da estrutura escolar, como a energia, com aumento em torno de 45%; a inflação, que provocará ajustes nos salários dos profissionais de ensino; e combustível, como apontou Cunha.
Fluxo de alunos
O presidente do sindicato avalia que, mesmo com a queda do poder de compra e do salário do trabalhador, além do desemprego, as escolas particulares capixabas não devem sofrer grande impacto com migrações de alunos para instituições mais baratas ou públicas.
"Nós estamos vivendo uma crise que está ocasionando desemprego, em algumas situações redução salarial de trabalhadores conforme o setor. Naturalmente, quando a população sofre uma variação ou perda salarial, precisa mudar o seu comportamento. E, aí, a tomada do serviço passa a ser de maneira cuidadosa pelas famílias. O que observamos é que alguns setores da educação privada não sofreram muita alteração, permanecerão o mesmo. Não vamos ter muita perda, porque há procura por uma educação de qualidade. Mas, deve haver um fluxo de uma escola para outra ou para a escola pública" , afirmou.
Ainda na análise de Antônio Eugênio Cunha a adequação a Lei da Inclusão Plena, que passa a valer no próximo ano, embora possa aumentar o valor da mensalidade, não irá causar impactos negativos nas instituições. A norma obriga as escolas a matricular todas as crianças com necessidades especiais, independentemente do grau de deficiência, o que gera a necessidade de contratação de profissionais especializados e investimento em obras de acessibilidade e equipamentos específicos para atender os alunos com todo tipo necessidade especial. 

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