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TERCEIRA IDADE

População idosa vai quase dobrar em 15 anos no Espírito Santo

Estimativas do Instituto Jones dos Santos Neves mostram que o Estado deve ter uma população idosa em torno de 862.004 pessoas no ano de 2030

Publicado em 02 de Outubro de 2015 às 17:31

Publicado em 

02 out 2015 às 17:31
Estimativas do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) mostram que o Espírito Santo deve ter uma população idosa em torno de 862.004 pessoas no ano de 2030. Conforme projeções isso deve corresponder a 19,2% dos 4.481.671 habitantes esperados para os próximos 15 anos. O IJSN formulou a previsão com base em dados regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Estas estatísticas e a projeção revelam que a população idosa capixaba deve aumentar 47% em uma década e meia. Quase o dobro da quantidade atual.
O debate sobre o envelhecimento da população não é nova, de acordo com cientista social, Joilton Rosa. Países europeus já passam por esse processo há alguns anos e estão em constante busca de soluções para os impactos causados. De acordo com o especialista, os desafios enfrentados no Espírito Santo devem ser os mesmos.
População idosa vai dobrar em 15 anos no ES
"Não levando em consideração as diferentes socioeconômica da população, por exemplo, europeia, brasileira e especificamente do Espírito Santo, inicialmente os problemas podem ser os mesmos: a dificuldade de renovação da força de trabalho, diminuição da natalidade e uma necessidade de cuidados bem maiores com pessoas idosas", afirmou em entrevista à Rádio CBN Vitória.
O número de idosos no Espírito Santo cresce há pelo 10 anos, de acordo com dados do IBGE. Em 2005, havia 287.496 pessoas com mais de 60 anos no Estado, o que correspondia à 8,3% do total da população na época, que era de 3.447.900 pessoas. Em 2015, há 455.180 idosos em território capixaba, o que corresponde a 11,6% da população, que é de 3.929.911.
Para o cientista social, políticas públicas devem ser implementadas pelo governo, principalmente na saúde. "Os idosos demandam alguns tipos de cuidados bem diferentes de jovens e adolescentes. Na verdade, há aspectos que devem ser pensados. Por exemplo, existem hoje alguns programas de atenção ao idoso. Mas, eles existem em esferas diferenciadas: municipal, estadual e federal. Percebemos que não há uma coordenação geral para esses tipos de programas que dão atenção aos idosos. O Estado precisa de uma solução para coordenar isso para não interromper os serviços", afirmou.
Formar um contingente mais elevado de profissionais para atender essa população crescente, criar serviços específicos de atendimento à pessoas com mais 60 anos, na área de lazer e segurança, e investir em prevenção de doenças comuns na terceira idade e qualidade de vida, são outras ações que devem estar no cerne de discussão para o futuro. "Não é questão de cuidar só da saúde dos idosos. Tem que cuidar da vida deles. Não adianta envelhecer tendo uma vida ruim, dura demais, precisa envelhecer com certa qualidade. Então, as políticas teriam que ser várias, não só na área de saúde", ponderou.
Números nacionais
Joilton Rosa diz que o envelhecimento da população se dá também em âmbito nacional. De acordo com ele, atualmente o país conta com 47,5 milhões de pessoas com até 14 anos de idade, enquanto há 23,9 milhões de pessoas com mais de 60 anos no país. Até 2040, essa situação irá se inverter: serão 54,2 milhões de idosos, contra 35,4 milhões de pessoas com até 14 anos. Para começar a se estruturar para essa nova realidade, o especialista acredita que o país deve investir pelo menos 5% do PIB em políticas públicos para idosos.

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