É difícil encontrar uma criança que resista a diversão de uma piscina de bolinhas. E se ela tiver escorregador e outros brinquedos, a vontade de mergulhar naquele mar colorido é ainda maior. Apesar de fazer a alegria da criançada, os pais precisam ficar atentos com a higienização do local, pois, os brinquedos coletivos podem se tornar ambiente de transmissão de doenças respiratórias como gripe e bronquiolite, além de doenças de pele e diarreia.
Os perigos à saúde escondidos nas piscinas de bolinhas
De acordo com a médica infectologista Rúbia Miossi, qualquer brinquedo de uso coletivo pode transmitir alguma doença, pois, a criança coloca a boca no objeto, coloca as mãos e depois leva a boca. No caso da piscina de bolinhas, o local geralmente tem fungos e poeira, que podem afetar a saúde da criança. Além disso, a médica salienta que o brinquedo pode esconder algum vírus.
“Têm vírus que são bastante graves em crianças, como o que pode causar bronquiolite e até pneumonia. Mesmo depois da criança ter melhorado, ela continua disseminando esse vírus por cerca de 10 dias. Então, uma criança que esteja teoricamente bem numa piscina de bolinhas pode estar transferindo esse vírus para o brinquedo e outra criança ao ter contato com o brinquedo pode acabar se contaminando”, explicou.
A auxiliar administrativo Carla Soares, 40 anos, nunca pensou nos problemas de saúde que a piscina de bolinhas pode causar. Mãe do Mateus, 05 anos, ela, inclusive, já fez companhia para o filho no brinquedo quando ele era mais novo. Porém, ela conta que neste final de semana Mateus brincou na piscina de bolinhas e durante a noite ele teve muita tosse.
Segundo ela, se isso se repetir, Mateus terá de escolher outro brinquedo quando for ao shopping. “Essa noite ele tossiu muito, foi até fora do comum. Se eu perceber mais umas duas ou três vezes que ele tem tosse após a piscina de bolinha, vou conversar com ele e explicar que o local é sujo, que deve ter poeira, ácaro e outras coisas”, disse.
De acordo com a médica Rúbia, para evitar problemas, antes das crianças utilizarem o brinquedo, o ideal é perguntar sobre a higienização e periodicidade da limpeza, que deve acontecer, no máximo, a cada sete dias. Os pais também devem lavar as mãos das crianças com água e sabão assim que elas deixarem o brinquedo. Álcool em gel também pode ser utilizado, mas é preciso ter cuidado para a criança não colocar a mão da boca.