A Ordem dos Advogados - seccional Espírito Santo (OAB-ES) elege, no próximo 19 de novembro, seu novo presidente. A eleição também define outros 17 presidentes de subseção. Os candidatos Homero Junger Mafra, Santuzza da Costa Pereira e José Carlos Rizk Filho concorrem à presidência. Nesta segunda-feira (26) a CBN Vitória apresenta a terceira e última matéria da série de reportagens com as propostas dos candidatos ao cargo.
Segundo Santuzza da Costa Pereira, que encabeça a chapa “Muda OAB- A Ordem é de Todos”, os advogados do Espírito Santo enfrentam um grande conflito e a função efetiva da classe deve ser discutida. A informatização do exercício profissional e os grandes escritórios de advocacia, frente aos advogados que trabalham de maneira autônoma, é uma das questões que devem ser revistas. Segundo ela, cerca de 60% dos profissionais do estado trabalham fora dos grandes escritórios, por isso é importante que essa questão tenha atenção.
Para a candidata, a OAB deve trabalhar auxiliar na resolução da crise politica econômica instaurada no país, que deve ser amplamente discutida para evitar que conflitos entre o legislativo e o executivo impacte na sociedade. Em relação a questões como o pagamento de auxílio-moradia aos magistrados e membros do Ministério Público, Santuzza se posicionou de maneira contrária e enfatizou que o auxílio não pode ser uma extensão salarial.
Profissional
No que concerne a atuação dos advogados no estado, a candidata enfatizou que todas as mudanças que estão acontecendo, como a informatização dos processos, devem ser regulamentadas. “Toda e qualquer inovação tem um tempo de maturação. Por isso, precisamos discutir a identidade do advogado neste tempo de direito digital”, enfatizou.
Santuzza, destacou ainda que hoje a OAB no Espírito Santo cumpre apenas o papel corporativo e se cala em relação à assuntos de interesse da sociedade. Questionada sobre reeleição na Ordem, a candidata afirmou que já registrou em cartório um documento se comprometendo a não disputar reeleição caso seja eleita.