Uma manifestação nesta terça-feira (13), que durou cerca de três horas, no centro de Vitória, deixou a segunda ponte parada e gerou congestionamento até o trevo de Alto Lage, em Cariacica. Moradores do bairro Ilha do Príncipe, que protestavam contra o novo sistema de transporte da capital, o “Integra Vitória”, que está em vigor desde o dia 03 de outubro, colocaram fogo em pneus e bloquearam duas faixas da Avenida Elias Miguel.
Novo protesto contra o Integra Vitória causa impactos em toda região metropolitana
Com o trânsito lento, uma fila de ônibus se formou na região, os pontos ficaram lotados, muitos passageiros preferiram descer dos coletivos e seguir a pé para não perder a hora. Quem optou chegar à capital pela Terceira Ponte também enfrentou lentidão, pois o volume de veículos na região aumentou muito. O protesto começou por volta das 6 horas. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que acompanhavam a manifestação, chegaram a tirar os pneus e liberar a pista por volta das 7h45, mas os manifestantes voltaram a bloquear a avenida em outro ponto.
Segundo o presidente do bairro Ilha do Príncipe, Lucas Henrique Barreiro, a comunidade reivindica que as linhas de micro-ônibus que circulavam no bairro voltem a fazer o itinerário anterior. “Nós queremos de volta as linhas 031, 101 , 125. Estamos nos unindo para ter o sistema que existia antes”, relatou.
De acordo com o secretário de transporte, trânsito e infraestrutura urbana, Josivaldo Andrade, uma reunião para ouvir a comunidade foi realizada no domingo e o itinerário de duas linhas foi alterado para atender a população. Desde segunda-feira (12) uma das linhas do bairro passa pela Beira-mar e a outra pela avenida Vitória, como solicitado pela população. O secretário enfatizou que continuará ouvindo a população, e que as adequações no sistema ainda podem ser feitas.
Para Josivaldo o sistema ainda passa por um período de adaptação e em breve todos os moradores não terão mais dúvidas sobre como utilizar o Integra Vitória. “Não há possibilidade de voltar a ser o que era antes”, disse.
O trânsito só foi completamente liberado por volta das 9 horas, quando o secretário conversou com os manifestantes e agendou uma nova data para discutir o assunto.