A situação dos rios capixabas continua preocupante. Um balanço divulgado nesta quarta-feira (14) pela Agência Reguladora de Recursos Hídricos do Espírito Santo (AGERH) aponta que o Rio Santa Maria da Vitória, que abastece a região da Grande Vitória, está em situação crítica. Já o Rio Jucu, que também contempla a região, está bem próximo da criticidade.
Nível dos rios Santa Maria e Jucu fica abaixo do crítico e agência não tem expectativa de melhoria
A média de vazão do Rio Santa Maria da Vitória no mês de outubro, costuma registrar cerca de 8.972 litros por segundo. Mas, atualmente, ele apresenta vazão de 2.939 litros por segundo. O valor é bem abaixo da vazão considerada crítica, que é 3.800 litros por segundo. Ao passo que no Rio Jucu, a vazão média de outubro é 18.689 litros por segundo e a bacia apresenta, atualmente, 5.421 litros por segundo. Valores próximos a situação crítica de 5.292 litros por segundo.
Pouca chuva
Paulo Paim, diretor-presidente da Agerh afirma que, infelizmente, a expectativa para os próximos meses não é boa. E a situação vale para todo o Estado. "Gostaríamos muito que houvesse melhoras. Mas, as melhoras que obtivemos foram muito pontuais. Algumas chuvas isoladas que já ocorreram hoje (quarta-feira) pela manhã em Linhares. Andou chovendo lá em torno de 6 milímetros. Isso, em uma condição normal, seria uma boa chuva. Em uma condição de estiagem total é praticamente insignificante. O único alento que nós podemos ter na Agerh e sociedade capixaba é que, segundo os meteorologistas, esse é um sinal que as chuvas estão chegando. Um pouco atrasada, abaixo da média, mais chegando para melhorar nossa condição", disse à Rádio CBN Vitória.
Embora a situação não seja uma surpresa para o governo do Estado, com as previsões já reveladas nos meses de fevereiro e março, o diretor-presidente da Agerh afirmou que não esperava um panorama tão crítico. "Não imaginávamos que ela seria tão severa. As previsões da meteorologia apontava para um ano extremamente seco, chuvas abaixo da média histórica, mas não tão severo quanto ficaram caracterizadas em setembro e outubro. Isso está nos levando, realmente, a essas medidas todas. Reconvocar a sociedade para uma participação mais efetiva da sociedade, que está respondendo", afirmou.
Mais afetados
Paim observou ainda que, no momento, regiões mais afetadas pela estiagem e as consequências da crise hídrica são as das bacias do Doce, com os rios Guandu, Santa Joana e Santa Maria do Doce; e São Mateus, Itaúnas e Jucu.