Foi encerrado nesta quinta-feira (29) o 2º Mutirão de Negociação de Dívidas do Procon Estadual. A ação promoveu mais de 15 mil atendimentos de pessoas que tiveram a oportunidade de fazer acordos com as instituições participantes. Durante o mutirão, o total das dívidas acumuladas foi maior que R$ 32 milhões, de acordo com o governo do Estado.
Além disso, foram negociados cerca de R$ 10,5 milhões, com uma redução de dívidas que ultrapassou R$ 21 milhões. Esses números representam uma redução média de 67,5% nos valores das dívidas dos consumidores.
A dona de casa Lourdes Maria de Jesus, de 58 anos, foi uma das pessoas que conseguiram negociar débitos neste último dia de mutirão. Ela devia R$ 1.125,00 e conseguiu reduzir o montante para R$ 261, que serão pagos à vista. A dona de casa conta que ficou satisfeita com a negociação. "Eu gostei, mas agora tenho que correr atrás para pagar. Não posso deixar esses débitos mais porque isso dá muito problema”, disse Lourdes à Rádio CBN Vitória.
Se os consumidores da Grande Vitória já tiveram a oportunidade de participar de dois mutirões do Procon Estadual, as pessoas endividadas no interior do Estado ainda aguardam a mesma oportunidade, que não deve demorar, de acordo com a diretora presidente do órgão, Denize Izaita. A previsão é que sejam organizados um mutirão no Sul e outro no Norte do Estado entre o fim de 2015 e o início de 2016. As cidades ainda não estão definidas.
Denize Izaita destaca que, apesar de problemas com grandes filas, a ação foi satisfatória. “Tenho certeza de que nós alcançamos o objetivo do mutirão e de que atendemos o maior número possível de pessoas nesses nove dias. É certo que uma grande demanda não foi atendida, muitas pessoas tiveram que voltar para suas casas sem atendimento. Mas eu acredito que devemos olhar o lado positivo dessa ação: o volume grande de pessoas que pudemos atender”, disse a presidente à Rádio CBN.
Para evitar os problemas com as grandes filas nos próximos mutirões, Denize Izaita informou que o Procon Estadual planeja fazer um cadastramento prévio dos consumidores interessados em fazer negociações. A ideia é que se faça um agendamento dos atendimentos e que as pessoas possam se cadastrar dentro de um prazo de cerca de 15 dias antecedentes às ações.
Para quem não teve a oportunidade de renegociar as dívidas, ainda há tempo para se livrar dessa dor de cabeça. Mesmo após o fim do Mutirão, pessoas que possuem débitos pendentes com as empresas Avista, Dacasa, Losango, EDP Escelsa, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú, Banestes, Cesan e Banco Pan podem procrurá-las para negociar a dívida diretamente com as instituições.
Além disso, o cidadão também pode buscar o auxílio do Procon Estadual, de segunda a sexta, das 9h às 17h. O Instituto está localizado no Edifício Março, que fica na Avenida Princesa Isabel, no Centro de Vitória. Outra opção é o Faça Fácil de Cariacica.
Diante da crise hídrica enfrentada pelo Espírito Santo, os capixabas esperam ansiosamente por um período de chuvas. De acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a longa estiagem pode ser amenizada em breve: a tendência é que se inicie um período chuvoso no Estado. Para este fim de semana, a previsão do instituto é que aconteçam chuvas isoladas no território capixaba.
O meteorologista do Incaper, Hugo Ramos, indica que devem ocorrer precipitações nos próximos meses.
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“Levando em consideração que estamos começando o período chuvoso - desde a segunda quinzena de outubro - que deve se estender pelos próximos meses, que é quando ocorre o maior volume de chuva no Estado, a tendência é que esses eventos comecem gradativamente a aumentar”, informou o meteorologista à Rádio CBN Vitória.
Atípico
Ainda segundo Hugo Ramos, a estiagem prolongada que atinge o Estado é um evento atípico, quando se considera um panorama histórico. Esse acontecimento fez com que o Estado entrasse na atual situação de escassez de água. Para diminuir os impactos dessa situação, a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) editou, no início de outubro, resoluções que limitam a captação de água no Espírito Santo.
Mudanças
De acordo com o presidente da Agerh, Paulo Paim, dois fatores são essenciais para que se resolva o problema dos recursos hídricos: é preciso que chova e que a sociedade em geral se torne mais consciente, e evite o desperdício de água já que, a curto prazo, as tendências não são animadoras.
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“As estatísticas estão mostrando que, na região Sudeste, essa condição de chuvas abaixo da média veio para ficar. A curto prazo não existe nenhuma perspectiva de que as chuvas serão abundantes o suficiente para voltarmos a uma condição do passado”, alertou o presidente da Agerh.
Segundo Paulo Paim, as resoluções editadas pela Agerh em outubro foram prorrogadas até o dia 20 de novembro para que o órgão faça uma avaliação mais consistente a respeito do panorama hídrico do Estado.
Jucu: aumento
De acordo com a última medição da agência, o Rio Jucu, que abastece municípios da Grande Vitória, aumentou sua vazão por conta de chuvas nas cabeceiras do manancial e de redução de consumo. Mesmo que a vazão esteja acima do que é considerado crítico, o volume ainda está abaixo da média registrada em outubro.
Já o Rio Santa Maria da Vitória, que tem vazão regulada pela represa de Rio Bonito, está abaixo do que é considerado crítico. No entanto, Paulo Paim disse que o abastecimento das áreas que dependem do rio não está comprometido.
O presidente da Agerh também informou que, atualmente, os rios do sul do Estado estão se recuperando bem e que a situação é mais tranquila na região. No entanto, Paim alerta que os rios do Norte do Espírito Santo estão em situação grave.