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ECONOMIA DE ÁGUA

Moradores instalam bombas no banheiro e acumulam água do ar condicionado para driblar crise hídrica

As criações são das mais diversas e, a melhor parte, é que cabem no bolso do consumidor

Publicado em 23 de Outubro de 2015 às 16:41

Publicado em 

23 out 2015 às 16:41
A crise hídrica vivida pelo Espírito Santo e o longo período de estiagem, enfrentado desde o início do ano, fizeram não só com que o cidadão capixaba colocasse a mão na consciência e economizasse água, como inovassem na forma de cumprir a sua parte. As criações são das mais diversas e, a melhor parte, é que cabem no bolso do consumidor.
É o caso de uma bomba manual desenvolvida pela vendedor Jorge Farias Dias, 63 anos. Em até quatro minutos, ela possibilita que a água do banho seja levada para um reservatório ou balde, podendo utilizar o recurso hídrico em atividades afins, como no vaso sanitário.
Para montá-la foram necessários tubos de pvc, válvulas de fluxo, tês, tampões, conexão de adaptação, adaptador de mangueira e anéis oring. Todo o material, de tamanhos e diâmetros variáveis, saiu pela bagatela de R$ 56. A engenhoca pode economizar até 120 litros de água por dia, segundo o vendedor.
Jorge explica como teve a ideia. "Ela nasceu da necessidade de economizar água, que me fez pensar em uma forma simples e fácil de reusar a água do banho. A água bombeada pode ser jogada direta dentro do vaso sanitário ou no recipiente da descarga. Talvez também para regar jardim, menos plantas comestíveis, lavar calçadas é possível", contou à Rádio CBN Vitória.
O equipamento foi criado há seis meses e no condomínio de Jorge, na Barra do Jucu, em Vila Velha, pelo menos quatro moradores encomendaram e utilizam a bomba.
Ar condicionado
Já um condomínio no bairro Santa Luíza, a forma encontrada para economizar água foi reaproveitar a água dos aparelhos de ar condicionado, como explica a representante administrativa do Edifício Plena Center, Juliana Monteiro. "Foi feita a coleta do ar condicionado e estamos usando essa água para a limpeza do prédio. Nesse condomínio já existia um projeto de coleta dessa água, só que ela era jogada na rede pluvial. Então, nós fizemos uma caixa e direcionamos para o tanque utilizado pelos funcionários para fazer a limpeza do condomínio. Nós utilizamos essa água também para a caixa de descarga de um banheiro acessível que há nele", relatou.
Para reduzir ainda mais o consumo de água, há estudos para instalar neste mesmo local uma cisterna. Além disso, os condôminos são orientados a adotar medidas de economia.
Reserva
Outro condomínio consciente está localizado na Praia do Canto. No Ilha Bela, é feita a coleta da água da chuva há seis anos. Por lá, o recurso é reservado em três caixas da água, com capacidade total de 8 mil litros, segundo o síndico, José Roberto Gomes.
"É uma água não potável que é utilizada em áreas comuns do condomínio: limpeza da garagem, regagem do jardim, limpeza de todo o condomínio. Tudo isso pode ser feito com essa água. Inicialmente, montei uma caixa. Aproveitei a água e depois senti necessidade de manter outra. Uma terceira caixa foi instalada para alimentar os banheiros das dependências de empregados. É uma alimentação exclusiva por vaso", explicou.
Segundo Gomes, com a engenharia foi possível economizar 20% de água, em um condomínio onde moram pelo menos 72 pessoas. Para montar o sistema, o prédio gastou R$ 1.500 por caixa, mas, segundo o síndico, a economia gerada na conta de água paga o investimento. 

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