O índice de Intenção de Consumo das Famílias capixabas (ICF) atinge a pior pontuação desde 2009. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o mês de outubro, registrou apenas 67 pontos, ficando abaixo até mesmo da média nacional, que é de 78,4 pontos. A queda na intenção de compras interfere diretamente nas vendas do comércio. Com isso a Fecomércio – ES acredita que mesmo sendo considerado um trimestre importante para o varejo em razão da chegada das festas de final de ano, os últimos meses de 2015 devem apresentar redução nas vendas. Os mais impactados os pequenos e médios empresários.
Para o presidente da Fecomércio – ES, José Lino Sepulcri, vários fatores como a instabilidade político econômica, contribuem para retração do índice. Além disso, a redução da renda e o aumento do desemprego, também agravam a situação. “Uma das piores avaliações é que as famílias não estão acompanhando o grande problema que estamos vivenciando que é, principalmente, a alta da inflação”, explicou.
A insegurança relacionada à instabilidade do emprego contribui também para que as famílias não façam planos para adquirir bens duráveis, que podem ser pagos a longo prazo. Esta é a realidade da empregada doméstica Rita Cabral, 33 anos, moradora de Cariacica, que gasta todo o salário para arcar com despesas de casa. Há 11 meses, o esposo dela perdeu o emprego e a única renda familiar depende do seu próprio trabalho. “Eu não tenho mais expectativa de compra, pelo menos por enquanto não”, desabafou.
De acordo com a Fecomércio-ES, nos últimos seis meses, todos os resultados da intenção de compras no Espírito Santo ficaram abaixo de 100, o que indica insatisfação com a situação atual.