A greve dos bancários, que começou no dia 6 de outubro, chegou a um número recorde de agências bancárias paralisadas no Espírito Santo. Em todo o Estado, 348 unidades não estão atendendo, sendo que 187 ficam na Grande Vitória e 161 no interior capixaba. Os dados são fornecidos pelo Sindicato dos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários-ES).
Na rodada de negociações desta sexta, a Fenaban ofereceu 10% de reajuste salarial aos bancários. Essa é a primeira vez, desde o início da paralisação, que os empresários ofertaram um percentual acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que foi de aproximadamente 9,8%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A categoria pede 16% de reajuste salarial.
Segundo o secretário de Imprensa e Comunicação do Sindibancários-ES, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão, a intenção da categoria não é prejudicar o cidadão comum.
“Não queremos mexer com os grandes negócios. Não necessariamente com a pessoa física que vai tirar o dinheiro dela que está lá e que nem é do banco. Se você chegar a qualquer agência, que tenha lá dois ou três gerentes, eles não conseguem fazer um empréstimo ou um contrato maior”, disse o sindicalista à Rádio CBN Vitória.
Caixas eletrônicos
Durante o período de greve, os clientes ainda conseguem fazer saques, transferências, depósitos e outras operações em caixas eletrônicos. Além disso, os sites e aplicativos dos bancos também oferecem serviços. A população pode ainda buscar serviços como pagamentos de faturas em casas lotéricas.
Além dos 16% de reajuste, os bancários pedem piso salarial de R$ 3.299,66, e Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 7.246,82.
Eles também reivindicam vales alimentação, refeição, 13ª cesta básica, auxílio-creche ou babá de R$ 788 para cada filho e pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança para os próprios bancários e para melhorar o atendimento à população.
Até a tarde desta sexta-feira, quando os trabalhadores se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a categoria não havia tomado uma posição sobre a continuidade ou o fim da greve