Mães de crianças e adolescentes diagnosticados com diabetes afirmam que faltam medicamentos para o controle da doença nas farmácias cidadãs do governo do Espírito Santo. Há alguns meses, pacientes relatam que não conseguem ter acesso às insulinas do tipo lispro e glargina, usada no tratamento de diabetes millitus.
A falta de medicamentos, que afeta usuários de todo os estado, preocupa as mães, que temem pela vida dos filhos. Elas criaram um grupo no WhatsApp para discutir sobre a doença, trocar experiências e se ajudarem quando necessário. Há pelo menos 5 meses, Katiana dos Santos Couto, moradora de Aracruz, não consegue com regularidade a insulina pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O filho dela, Yuri Lucas Couto, de 13 anos, faz uso do medicamento há pelo menos três anos e precisa receber entre 4 e 5 doses diárias.
Justamente por ter ação rápida e fazer efeito até por 24 horas, esta também é a substância que Vitor Dutra, de 15 anos, faz uso há pelo menos um ano. No entanto, a mãe do adolescente, Sheila Dutra, já foi à farmácia em Vila Velha várias vezes, mas não encontrou o remédio. “A gente vai na data que foi agendada, mas nunca tem o medicamento, a informação é que não tem previsão de chegada. Mas as crianças dependem disso para sobreviver”, relatou.
Distribuição
A distribuição deste tipo de insulina é controlada e para ter acesso, as famílias tem que entrar com um processo na Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) e comprovar que o uso é necessário. A partir daí as doses são entregues uma vez ao mês.
A Sesa, no entanto, contesta as informações, pois neste período um medicamento alternativo foi oferecido aos pacientes, o que está disponível até a chegada da insulinas do tipo lispro e glargina. De acordo com o órgão, o processo de compra realmente está em andamento, pois a primeira licitação para aquisição dos medicamentos fracassou. Uma nova licitação foi feita e a insulina estará disponível nas farmácias na próxima terça-feira, 03 de novembro.