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Mobilização

Em crise, prefeituras paralisam os serviços

Pelo menos 50 prefeituras do Estado estão com os trabalhos paralisados, em protesto contra a crise econômica enfrentada pelos municípios. Prefeitos se reúnem com poderes

Publicado em 08 de Outubro de 2015 às 16:01

Publicado em 

08 out 2015 às 16:01
Pelo menos 50 prefeituras do Estado estão com os trabalhos paralisados nesta quinta-feira (08), em protesto contra a crise econômica enfrentada pelos municípios. A ação é uma recomendação da Associação dos Municípios do Estado (Amunes), que convocou os gestores municipais para um protesto na Assembleia Legislativa, em Vitória, durante a tarde.
Com a arrecadação em queda e as despesas com custeio e pessoal em alta, eles temem fechar o ano no vermelho, segundo o presidente da Amunes e prefeito de Venda Nova do Imigrante, Dalton Perim (PMDB).
"É um movimento que nasceu dentro do Conselho Nacional dos Municípios em função da gravidade da situação dos municípios brasileiros. Cada Estado tomou uma direção e foi fazendo suas manifestações de acordo com suas conveniências. O Espírito Santo é o último que está fazendo isso. Estávamos resistindo, achando que não era muito apropriado. Mas, as coisas foram se agravando e na Assembleia do dia primeiro (de outubro) foi sugerido e aprovado essa movimentação", explicou.
Após mobilização em frente à Assembleia, os prefeitos devem se reunir com o presidente do Legislativo Estadual, Theodorico Ferraço (DEM). Na agenda, ainda estão previstas visitas ao Ministério Público, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça. Um documento, que relata as dificuldades das 78 cidades capixabas e possíveis medidas a serem adotadas em cada uma delas, será entregue a esses poderes, segundo Perim.
"Para poder sensibilizar sobre as dificuldades que os municípios estão enfrentando e pedir até uma colaboração no debate. É basicamente isso. No Tribunal de Justiça, nossa preocupação está sendo com a judicializações, porque se o município tem dificuldade de atender o usuário do serviço público e a justiça começar a expedir mandado de execução, o município não vai poder cumprir porque não tem dinheiro", afirmou.
Pela manhã, a direção da Amunes se reuniu com o governador Paulo Hartung (PMDB), no Palácio Anchieta, para discutir a crise. A orientação da Amunes é de paralisação dos serviços apenas nas sedes das prefeituras. Os serviços essenciais devem ser mantidos.
Na Grande Vitória, com exceção de Viana, as prefeituras estão com expediente normal. Os prefeitos Luciano Rezende (PPS), de Vitória; Geraldo Luzia Júnior, o Juninho (PPS), de Cariacica; e Audifax Barcelos (Rede), da Serra; estão em Brasília nesta quinta, para reunião da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), e não participam da mobilização.
Rodney Miranda (DEM), de Vila Velha, teve uma agenda local e também não participa. Mas, eles prometem enviar representantes ao protesto, como vice-prefeitos e secretários. No interior, os prefeitos de Linhares, Nozinho Corrêa; e São Mateus, Amadeu Boroto, também não vão participar e as prefeituras funcionam normalmente.

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