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INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR

CPI do pó preto registrou mais de 50 testemunhos

Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa será divulgado nesta quarta-feira. Entrega do relatório foi adiada por duas vezes

Publicado em 05 de Outubro de 2015 às 22:52

Publicado em 

05 out 2015 às 22:52
Nesta quarta-feira (05) os capixabas vão saber qual a conclusão do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto da Assembleia Legislativa, que investiga a emissão de pó preto na Grande Vitória. Foram quase oito meses de trabalho. Neste período, 51 pessoas, incluindo presidentes de grandes empresas, médicos e especialistas prestaram depoimentos.
A entrega do relatório da CPI foi adiada por duas vezes. A última vez que isso ocorreu foi no dia 14 de setembro, quando o relator da comissão, deputado Dary Pagung (PRP), pediu mais tempo para fazer os ajustes finais no documento. A CPI foi adiada por mais 90 dias, mas segundo o presidente da comissão, deputado Rafael Favatto (PEN), a pendência já foi sanada e o relatório será apresentado nesta quarta.
CPI do pó preto registrou mais de 50 testemunhos
“Estava faltando alguns pontos, ajustes. Nada que prejudicou o trabalho, pelo contrário, acrescentou. Tinha um ponto divergente que estávamos em discussão ainda, mas foi sanado. Na quarta o relatório será aprovado por unanimidade por seus membros”, disse o parlamentar.
Para Favatto, mesmo em andamento, a CPI já rendeu bons frutos. Ele destacou que os presidentes da Vale, Samarco e Arcelor, que prestaram depoimento na comissão, se comprometeram a investir em ações até 2020 que melhorem a emissão de poluentes na Grande Vitória.
A Vale informou que vai investir R$ 65 milhões em novas tecnologias; a Samarco prometeu investir R$ 130 milhões e a Arcelor R$ 100 milhões. As três empresas juntas vão investir nos próximos cinco anos cerca de R$ 300 milhões, o que, segundo Favatto, deve reduzir drasticamente a emissão de poluentes no ar da região metropolitana.
“Esperamos que com esses investimentos diminua bastante a poeira fina, que causa doenças respiratórias na população da Grande Vitória. Com essas medidas, a poeira grossa também deve diminuir, que é aquela que a dona de casa enxerga, que nós observamos. É aquela poeira que não faz mal, mas suja”, afirmou.
Após a apresentação, o relatório precisa ser aprovado pelos membros da comissão, que são, além de Favatto e Pagung, os deputados Erick Musso (PP), Euclério Sampaio (PDT) e Gilsinho Lopes (PR). O documento será enviado para autoridades estaduais e federais.

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