O atual reitor Reinaldo Centoducatte foi escolhido pelos comunidade acadêmica para o comando da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A apuração foi nesta quarta-feira (07). O processo eleitoral é apenas consultivo. O Ministério da Educação (MEC) pode concordar ou não com a escolha dos eleitores. No entanto, nos últimos anos, é comum que a eleição seja referendada pelo ministério. Centoducatte obteve 51,5% dos votos válidos contra 48,5% da professora Gláucia Abreu.
O segundo turno entre o retor e a professora foi realizado na última terça-feira (06), quando 7.158 estudantes, 1.238 professores e 1.650 servidores técnico-administrativos registraram votos. Dos mais de 32 mil eleitores, cerca de 10 mil foram às urnas, o que resultou em abstenção de 67%. Centoducatte atribuiu a vitória ao trabalho feito na instituição.
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“Eu acho importante ressaltar que a gente trabalha com um projeto de universidade. Nós temos a visão de onde queremos chegar e temos construído isso ao longo do tempo”, disse o reitor.
Corte de gastos e modernização
A respeito de projeções em meio a um cenário de crise financeira que atinge as instituições públicas de ensino do país, o reitor falou que a universidade irá trabalhar numa perspectiva de redução de custos, principalmente com a modernização da gestão através da informatização dos sistemas.
Para Centoducatte, com o fim da eleição, as disputas devem se encerrar dentro da Ufes. Segundo o reitor, as crísticas e sugestões feitas pelos opositores políticos serão consideradas no novo mandato para que se possa fazer uma universidade melhor. “Para nós, neste dia em que sai o resultado, as disputam acabam dentro da universidade. Nós queremos que os membros das duas chapas, aqueles nos apoiaram, que são pessoas importantes dentro da nossa comunidade, que eles estejam juntos nesse processo”, afirmou.
A candidata derrotada, Gláucia Abreu, no entanto, disse que o seu posicionamento e o de seus apoiadores será de oposição à gestão de Centoducatte. “Vai ser a mesma posição defendida durante todo o processo da campanha: uma posição de oposição que vai, agora com um grupo mais fortalecido, buscar a fiscalização das ações, principalmente no que tange à transparência, ao diálogo e ao modelo de gestão que aí está”, considerou a professora.
Após o resultado, um colegiado formado por membros da comunidade universitária encaminha uma lista com três nomes ao MEC que escolhe, entre os selecionados, o novo reitor da universidade.