A arrecadação de impostos federais no Espírito Santo teve uma queda de 7% no mês de setembro, se comparado com o mesmo período do ano passado, considerando a inflação do período. O acumulado do início do ano até o mês de setembro também teve queda real de 5% comparado com os nove primeiros meses do ano passado.
A arrecadação de impostos federais no Estado no mês de setembro deste ano foi de R$ 1,154 bilhões, contra R$ 1,132 bilhões em 2014. Entretanto, o valor arrecadado foi maior, se aplicado a inflação do período, como explica o delegado adjunto da Receita Federal no Estado, Ivon Pontes.
“Comparando a arrecadação de setembro de 2015 com setembro de 2014 veremos que há um acréscimo na arrecadação em termos nominais, com crescimento de 1,2%. No entanto, se considerarmos a inflação, medida pelo IPCA, haverá um decréscimo da arrecadação no mês de setembro de 2015 na ordem de 7%”, explicou à Rádio CBN Vitória.
No acumulado do início do ano até setembro, a Receita Federal arrecadou R$ 10,520 bilhões em impostos federais no território capixaba. No mesmo período do ano passado, o valor já atualizado pela inflação seria de R$ 11,099 bilhões.
Impostos
Dentre os impostos que tiveram as quedas mais significativas na arrecadação estão Cofins, com redução de 11,66%, passando de R$ 165.511.006 em 2014 para R$ 146.208.55 em 2015; e PIS, que teve arrecadação em 2014 de R$ 37.227.594 e caiu para R$ 32.489.564 este ano - queda de 12%.
Para Pontes, a queda na arrecadação de impostos federais está diretamente ligada ao momento econômico. “O país está vivendo uma retração econômica, consequentemente, as empresas vão faturar menos e a base de cálculo de impostos e contribuições será reduzida, o que vai refletir no valor arrecadado pela Receita Federal”, destacou.
O professor e economista Mário Vasconcelos reafirmou que a crise econômica contribuiu para a queda na arrecadação de impostos. Ele destacou que há uma relação direta entre a atividade econômica e o recolhimento do governo. “A arrecadação tributária é retrato da atividade econômica, se ela cair, a arrecadação também cai”, disse.
O economista destacou além do governo federal, a queda na arrecadação também afeta estados e municípios.