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Linhares

Após decisão judicial, barragem no Rio Pequeno começa a ser retirada

O barramento foi construído em 2015, após o rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, para evitar o contato entre as águas do Rio Doce com o Rio Pequeno e a Lagoa Juparanã

Publicado em 14 de Outubro de 2019 às 19:53

Leonardo Lucas da Silva

Publicado em 

14 out 2019 às 19:53
As obras no barramento do Rio Pequeno são de responsabilidade da Fundação Renova e foram divididas em duas etapas e a primeira deve durar aproximadamente 32 dias Crédito: Fundação Renova / Divulgação
Construído em 2015, após o rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, o barramento do Rio Pequeno, em Linhares, no Norte do Estado, deve ser totalmente retirado. As análises de estabilidade apontaram riscos estruturais no barramento, que podem causar o rompimento e colocar em risco a integridade dos moradores de seu entorno.
Após decisão judicial, barragem no Rio Pequeno começa a ser retirada
As obras, de responsabilidade da Fundação Renova, já começaram e foram divididas em duas etapas. A primeira deve durar aproximadamente 32 dias. De acordo com a Renova, as ações no barramento estão sendo realizadas em cumprimento à decisão judicial proferida pela 12ª Vara Federal de Minas Gerais, por meio de uma Ação Civil Pública.
Na primeira etapa, está sendo construída a base para a instalação de uma ensecadeira na parte jusante (abaixo) do atual barramento. A ensecadeira é uma estrutura provisória que impede o contato das águas do Rio Doce com a lagoa Juparanã. Caso seja necessário, a ensecadeira pode ser elevada.
Assim que as obras das ensecadeiras forem concluídas e devidamente atestadas e certificadas pelo perito judicial, será iniciada a segunda etapa das obras, que consistirá na retirada total do barramento.
FAMÍLIAS IMPACTADAS
Os moradores que possuem casas na Avenida Beira Rio, no Centro de Linhares, estão sendo diretamente impactados com as decisões e as obras no barramento do Rio Pequeno. A avenida fica bem próxima do Rio e, por isso, os moradores já tiveram, inclusive, que deixar o local.
De acordo com a Fundação Renova, das 33 famílias que residiam na avenida Beira Rio em março de 2019, 4 retornaram para as residências e 29 continuam em moradias provisórias.
RELEMBRE O CASO
O barramento no Rio Pequeno, em Linhares, foi construído de forma emergencial logo após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, por meio de uma decisão liminar. O objetivo era impedir o contato das águas do Rio Doce com a Lagoa Juparanã. Apesar de temporário, o barramento permaneceu instalado por força de uma sentença proferida pelo juiz de Linhares, à época competente para o julgamento da ação, o que agravou a ocorrência de alagamentos, já habituais na região.

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