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Condenado pela morte de cunhado, ex-vereador de Mimoso do Sul é preso

José Jardel Astolpho está na Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim

Publicado em 26/09/2019 às 05h43
Atualizado em 26/09/2019 às 10h42
A arquiteta Mylena Costa de Oliveira, filha do empresário Sebastião Carlos de Oliveira, assassinado em 2008, em Mimoso do Sul. Crédito: Vitor Jubini | Arquivo A Gazeta
A arquiteta Mylena Costa de Oliveira, filha do empresário Sebastião Carlos de Oliveira, assassinado em 2008, em Mimoso do Sul. Crédito: Vitor Jubini | Arquivo A Gazeta

O ex-vereador de Mimoso do Sul, José Jardel Astolpho, condenado pela morte do cunhado e sócio Sebastião Carlos de Oliveira Filho, que aconteceu em julho de 2008, foi preso na madrugada desta quinta-feira (26). Mais detalhes sobre a prisão não foram divulgados. 

A filha do empresário assassinado, Myrella de Oliveira, afirma que a sensação é de justiça, mas também é um momento difícil.

"A sensação é de justiça, porque muita gente não acreditava na gente, mas, ao mesmo tempo, é triste, porque envolve família e penso nos meus primos, os filhos dele. Desde a condenação estou refletindo muito", afirma.

Filha da vítima

A justiça foi feita, mas isso não traz felicidade, não traz o meu pai de volta.

CONDENAÇÃO

Em maio de 2018, Jardel foi condenado no Tribunal do Júri a 18 anos e seis meses de prisão e recorreu da decisão, mas em agosto deste ano, a Justiça manteve a condenação e determinou sua prisão pelo crime de homicídio duplamente qualificado, por ter encomendado a morte de seu cunhado e sócio.

José Jardel Astolpho (de boné) em foto tirada em 2009. Crédito: Ricardo Medeiros | Arquivo | GZ
José Jardel Astolpho (de boné) em foto tirada em 2009. Crédito: Ricardo Medeiros | Arquivo | GZ

Segundo informações da Secretaria de Justiça do Estado do Espírito Santo, Jardel está na Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado.

O CRIME

O crime aconteceu no dia 16 de julho de 2008 e foi supostamente motivado por uma dívida de R$ 260 mil envolvendo a prefeitura e um posto de gasolina, negócio em que vítima e acusado eram sócios.

Antes de ser assassinado, Sebastião Carlos desfez a sociedade e abriu uma marmoraria. Porém estaria fazendo constantes cobranças ao vereador, que já teria recebido o pagamento e não havia repassado a parte da vítima.

Um policial militar e um civil teriam arquitetado o crime e os executores, Jocimar Marques e Marcos Henrique Muniz Coutinho, foram julgados e condenados a 19 anos de prisão. Após a condenação, Marcos confessou que José Jardel Astolpho foi o mandante do crime.

Myrella Salvador Perciano de Oliveira, filha de Sebastião, na época tinha apenas 10 anos. Crédito: Reprodução
Myrella Salvador Perciano de Oliveira, filha de Sebastião, na época tinha apenas 10 anos. Crédito: Reprodução

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