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Só Majeski e Theodorico não apoiam Erick Musso para a presidência

Socialista pretende votar contra a chapa única para o comando da Assembleia Legislativa e demista diz desconhecer lista de assinaturas com endossos ao atual presidente

Publicado em 25/01/2019 às 21h42
Theodorico Ferraço e Sergio Majeski . Crédito: Tati Beling/Ales | Ricardo Medeiros
Theodorico Ferraço e Sergio Majeski . Crédito: Tati Beling/Ales | Ricardo Medeiros

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, em 1º de fevereiro, deve selar a vitória, sem disputa, em chapa única, de Erick Musso (PRB), atual presidente em busca da reeleição. Dos 30 deputados da próxima legislatura, somente Sergio Majeski (PSB) e Theodorico Ferraço (DEM) não declaram apoio a Erick.

O socialista diz que não o fez e não o fará. "Se o regimento (da Assembleia) permitisse candidatura avulsa eu iria me candidatar, só com o meu voto, mas o regimento não permite, tem que ser uma chapa inteira", diz Majeski. "Por que eu votaria no Erick? Quais são as propostas dele? Pretende diminuir o número de cargos comissionados ligados à Mesa Diretora? Ou à própria presidência? Por que apoiá-lo se desconheço o que ele pretende fazer?", complementa.

Ele diz que foi procurado apenas tardiamente por um colega solicitando assinatura numa lista de apoiadores do atual presidente. No dia da eleição, o socialista pretende simplesmente votar contra a chapa única.

Embora o Palácio Anchieta não tenha feito declarações públicas de apoio a Musso, certamente endossa o nome dele, do contrário tantos nomes da base aliada – com exceção de Majeski e Theodorico – não teriam endossado a pretensão do filiado ao PRB. 

Theodorico disse ao Gazeta Online, no dia 17, que não colocaria o nome à disposição, mas votaria em quem fosse o candidato único à presidência da Casa, mesmo que se tratasse de Erick Musso, desafeto do demista desde a última eleição pelo comando da Assembleia. 

Nesta sexta-feira (25) Theodorico adotou um tom menos ameno: "Não conheço a lista, só ouço falar pelos jornais. Não conheço se é lista de presente, de casamento, de doação de cargos, de funções". Questionado sobre como deve se posicionar no dia da eleição, ele diz que vai "decidir na hora". 

Iriny Lopes, única deputada do PT a ter assento na Assembleia a partir de fevereiro, não colocou o nome na lista, mas já disse que apoia a candidatura de Musso.

Bruno Lamas (PSB), que chegou a ser cotado para disputar, mesmo após ter sido confirmado como futuro secretário de Trabalho e Assistência Social – ideia que tinha o apoio de Theodorico, mas não decolou – também já assinou a lista.

Agora falta selar a montagem de toda a Mesa – que inclui cargos de secretários e vice-presidentes – e das comissões. Majeski, por exemplo, quer a de Educação. 

Integrantes do governo e casagrandistas da própria Assembleia avaliam que Theodorico precisa de "uma atenção especial". Poderia, por exemplo, ficar com a cobiçada comissão de Justiça. Mas ele mesmo não levantou essa demanda.

Ele já disse que não considera o DEM base do governo porque a legenda não tem representantes no secretariado. O Gazeta Online apurou que até tentou-se emplacar o partido no primeiro escalão, mas os nomes apresentados não tiveram boa recepção na administração.

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