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Enem 2019

Ministro diz que risco de não ter Enem está totalmente afastado

Abraham participou de live com o presidente Jair Bolsonaro

Publicado em 26 de Abril de 2019 às 01:48

Publicado em 

26 abr 2019 às 01:48
Abraham Weintraub, ministro da educação Crédito: Divulgação/Casa Civil
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, refutou nesta quinta-feira(25) qualquer possibilidade de adiamento ou cancelamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A declaração foi dada ao lado de Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo na página oficial do presidente no Facebook.
A gráfica responsável pela impressão das provas nos últimos dez anos, a RR Donneley, decretou falência no dia 1º de abril. Devido aos riscos para a aplicação da prova, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, contrate a Valid S.A., gráfica, que no pregão de 2016 havia ficado atrás da RR Donnelley.
"Havia um possibilidade, essa possibilidade foi afastada. O TCU foi muito parceiro em compreender o problema. Assim, risco de não ter Enem este ano está totalmente afastado. Para as pessoas que vão prestar as provas este ano, podem continuar estudando", disse Weintraub.
QUESTÕES IDEOLÓGICAS
Weintraub também disse que "questões ideológicas" não serão incluídas na prova do Enem este ano e recomendou que os estudantes foquem em aspectos técnicos.
"Acho que questões ideológicas muito polêmicas como no passado não vão acontecer este ano. Minha sugestão: foquem mais na técnica de escrever, interpretação de texto. Foquem muito em matemática, ciências, em realmente num aspecto que a gente quer desenvolver, o conhecimento científico, a capacidade da pessoa de desenvolver novas habilidades", disse. Wintraub não exemplificou o que seriam "questões ideológicas".
No ano passado, ainda como presidente eleito, Bolsonaro criticou a prova do Enem realizada no dia 4 de novembro. Em uma entrevista, ele chegou classificar o exame como um “vexame” e uma “doutrinação exacerbada”. A polêmica girou em torno de uma questão que fazia referência ao dialeto usado por gays e travestis. A pergunta, no entanto, não cobrava dos estudantes o conhecimento sobre o vocabulário de gays e travestis, mas trazia um texto de apoio sobre o tema e questionava quais as características técnicas para que uma linguagem seja considerada um dialeto.
ALTERAÇÕES DE DECRETOS 
Ainda durante a live, que também teve a participação do advogado-geral da União, André Luiz Mendonça e do líder do governo na Câmara, o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), Bolsonaro disse que poderá receber sugestões de parlamentares para alterar ou revogar decretos.
"Estamos abertos, quem achar que tem algum decreto aqui que pode ser aperfeiçoado, estamos à disposição para receber essas sugestões. Logicamente nós analisaremos junto à Secretaria de Assuntos Jurídicos e, se for o caso, a gente em duas ou três semanas corrige o decreto", disse o presidente. Ele citou o exemplo do decreto que extinguiu o horário de verão este ano que, segundo ele, partiu de uma sugestão inicial do deputado federal João Campos (PRB-GO).
 

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