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Operação Rubi

Justiça autoriza Presidente Kennedy a pagar salários de demitidos

A prefeitura foi à Justiça pedir para pagar salários dos funcionários que ficaram sem os empregos por conta de empresa investigada na Operação Rubi

Publicado em 30 de Julho de 2019 às 01:03

Vinícius Valfré

Publicado em 

30 jul 2019 às 01:03
Prefeitura de Presidente Kennedy Crédito: Carlos Alberto Silva
Após rescindir contrato com empresa de limpeza pública alvo da Operação Rubi, a Prefeitura de Presidente Kennedy foi à Justiça pedir para pagar salários dos funcionários que ficaram sem os empregos.
Em decisão de 23 de julho, o juiz do trabalho substituto Jailson Duarte, da 1ª Vara do Trabalho de Cachoeiro de Itapemirim, autorizou o depósito dos respectivos valores em juízo.
Assim, o município depositou R$ 581,2 mil referentes a maio, quando houve a operação, o dono da empresa Limpeza Urbana Serviços LTDA foi preso e os pagamentos à firma foram suspensos.
"Conseguimos entrar com ação em face da empresa para que 150 trabalhadores fossem favorecidos com pagamento direito. Para que recebam, basta que requeiram por meio de alvará em juízo. Foi autorizado com relação a maio, mas já está deferido o depósito de junho. Lá, dissemos valor do salário e dissemos que eles têm direito a receber. Basta que o funcionário requeira em juízo", explicou o procurador-geral de Kennedy, Rodrigo Lisboa Corrêa.
Ainda de acordo com o advogado do município, o valor corresponde aos salários, ao aviso indenizado e à rescisão dos funcionários. O valor depositado levou em conta o que deveria ser recebido por cada um dos funcionários e a medição do mês. O contrato foi rescindido no início de julho.
Lisboa Corrêa vinha atuando como procurador em São Mateus quando recebeu o convite, após a operação, para trabalhar em Kennedy. A prefeita Amanda Quinta (ex-PSDB) está afastada e presa. A cidade está sendo administrada pelo vice, Dorlei Fontão (PSD).
"Temos que trabalhar em Kennedy como uma Campos, não como uma Macaé. Com crescimento organizado, sustentável, pensando em porto, zona industrial, zona portuária...", comentou o procurador.

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